{"id":23183,"date":"2008-10-01T00:00:00","date_gmt":"2008-10-01T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.odontosites.com.br\/odonto\/historia-do-processo-de-individualizacao-da-crianca-reflexos-na-odontologia.html"},"modified":"2012-05-31T23:30:40","modified_gmt":"2012-06-01T02:30:40","slug":"historia-do-processo-de-individualizacao-da-crianca-reflexos-na-odontologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odontosites.com.br\/odonto\/historia-do-processo-de-individualizacao-da-crianca-reflexos-na-odontologia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Processo de Individualiza\u00e7\u00e3o da Crian\u00e7a: Reflexos na Odontologia"},"content":{"rendered":"<p>Autora:\u00a0 Profa. Dra. Andiara De Rossi<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong><br \/>\nA vis\u00e3o e o interesse que se tem pela crian\u00e7a hoje em dia, bem como o relacionamento entre o adulto e a crian\u00e7a, sofreram importantes mudan\u00e7as ao longo do tempo. A individualiza\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a \u00e9 importante nos direcionamentos de atitudes em Odontopediatria. O conhecimento da aten\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0 crian\u00e7a a partir de uma perspectiva hist\u00f3rica permite fornece elementos para que se busque a compreens\u00e3o de seu sentido e significado dentro de um contexto mais amplo. Este artigo tem como objetivo apresentar as diferentes concep\u00e7\u00f5es da crian\u00e7a e de sua educa\u00e7\u00e3o dentro da fam\u00edlia em diferentes contextos s\u00f3cio-hist\u00f3rico-culturais, que culminaram com a cria\u00e7\u00e3o da especialidade de Odontopediatria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Artigo<\/strong><br \/>\nHistoricamente, a Odontologia se direcionou para o atendimento de crian\u00e7as a partir dos 6 anos de idade, deixando em planos secund\u00e1rios a aten\u00e7\u00e3o voltada para a gestante e para o beb\u00ea (paciente na faixa de zero a tr\u00eas anos de idade). Este fato, ocorreu principalmente devido a problemas referentes ao ac\u00famulo de doen\u00e7a, ao estabelecimento de prioridades e \u00e0 defici\u00eancia de recursos humanos e financeiros na \u00e1rea da sa\u00fade bucal. Ainda hoje, um fator que limita a aten\u00e7\u00e3o odontol\u00f3gica aos beb\u00eas \u00e9 a influ\u00eancia cultural da popula\u00e7\u00e3o, incluindo profissionais de sa\u00fade, que acredita n\u00e3o ser necess\u00e1rio o tratamento odontol\u00f3gico at\u00e9 que a denti\u00e7\u00e3o dec\u00eddua esteja completa, ou at\u00e9 os 3 anos de idade, quando a crian\u00e7a apresenta condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas que possibilitem seu atendimento. Entretanto, diante dos novos conhecimentos sobre psicologia infantil e sobre a import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o dos dentes dec\u00edduos no arco, at\u00e9 sua esfolia\u00e7\u00e3o, os conceitos sobre o atendimento Odontopedi\u00e1trico sofreram profundas e importantes transforma\u00e7\u00f5es.<br \/>\nDurante s\u00e9culos predominou na Europa ocidental uma consci\u00eancia \u201cnaturalista\u201d da vida e da passagem do tempo. At\u00e9 o s\u00e9culo XIX existia uma sociedade rural que atribu\u00eda \u00e0 terra-m\u00e3e a origem de toda forma de vida. A terra, considerada fonte de fertilidade, era respons\u00e1vel pelo in\u00edcio e pelo final da vida. Os ritos de fertilidade eram realizados em pedras, \u00e1rvores e fontes como se a semente da crian\u00e7a estivesse na natureza. O indiv\u00edduo sa\u00eda da terra, atrav\u00e9s de sua concep\u00e7\u00e3o, e a ela voltava atrav\u00e9s da morte. Sob a terra estavam almas de ancestrais esperando reencarna\u00e7\u00e3o. Existia o h\u00e1bito de dar \u00e0s crian\u00e7as o nome dos av\u00f3s para assegurar a continuidade da fam\u00edlia. Nada era mais grave que a esterilidade do casal, pois interrompia a continuidade da linhagem. Assim, existia a id\u00e9ia de um mundo pleno, uma grande fam\u00edlia de vivos e mortos, sempre igual em n\u00famero.<br \/>\nO arco da vida, o qual o mundo seguia, consistia em uma renova\u00e7\u00e3o sem fim que estabelecia um ciclo vital circular de sucess\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es. Nesse contexto, o corpo da pessoa n\u00e3o era apenas seu mas sim da fam\u00edlia toda e dos ancestrais mortos. Havia uma contradi\u00e7\u00e3o entre o o corpo coletivo, que garantia continuidade da linhagem, e o corpo individual e aut\u00f4nomo, no qual o indiv\u00edduo poderia \u201cviver a pr\u00f3pria vida\u201d. O corpo n\u00e3o era autonomia da pessoa. O indiv\u00edduo dispunha do pr\u00f3prio corpo apenas se n\u00e3o contrariasse os interesses da fam\u00edlia, n\u00e3o podendo assim viver a vida de sua maneira.<br \/>\nA crian\u00e7a tamb\u00e9m era considerada como parte do corpo coletivo. Nesse sentido era uma crian\u00e7a p\u00fablica. No entanto, ao nascimento era incapaz de satisfazer suas necessidades vitais sozinha. Assim, tinha um estreito la\u00e7o de uni\u00e3o com a m\u00e3e, o que a tornava privada. Ao desmamar, aos 24 ou 30 meses, a crian\u00e7a passava a ter uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O p\u00fablico e o privado coexistiam na crian\u00e7a que dependia tanto de um como de outro. Ainda, a crian\u00e7a nascia em local privado, na casa de seus pais, mas tal ato tornava-se p\u00fablico na presen\u00e7a de parentes e vizinhos. Os primeiros passos eram simb\u00f3licos, um ritual p\u00fablico para demonstra\u00e7\u00e3o da continuidade da linhagem, e por isso realizados no local onde repousavam os ancestrais: cemit\u00e9rio ou igreja.<br \/>\nA primeira inf\u00e2ncia era a \u00e9poca das aprendizagens. Aprendizagem do espa\u00e7o da casa, aldeia, das redondezas, das regras da cominidade, dos brinquedos e da rela\u00e7\u00e3o com outras crian\u00e7as da mesma idade ou mais velhas. A partir de 7 e 8 anos, os meninos iam com o pai aos campos e as meninas ficavam com a m\u00e3e aprendendo seu futuro papel de mulher. A educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e adolescente visava o fortalecimento do corpo, dos sentidos e a transmiss\u00e3o da vida, assegurando a continuidade da fam\u00edlia. Assim, a educa\u00e7\u00e3o era comum a todos e havia pouca intimidade<br \/>\nNo final do s\u00e9culo XIV, surgem sinais de uma nova rela\u00e7\u00e3o com a crian\u00e7a nos meios abastados da cidade. Trata-se de uma vontade cada vez mais forte de preservar a vida, reduzindo as demonstra\u00e7\u00f5es de afetividade. No come\u00e7o da d\u00e9cada de 1580, quando o filho de Scevole estava quase perdendo um filho doente, desacreditado pelos m\u00e9dicos, passou a pesquisar tudo relacionado \u00e0s crian\u00e7as e os segredos da f\u00edsica e da natureza. Como era muito inteligente, evitou a morte do filho. Ficou conhecido por ressaltar a meneira de alimenta\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as em um poema. Essa atitude representa as novas elites sociais do Renascimento.<br \/>\nEssa vontade de salvar a crian\u00e7a aumenta no s\u00e9culo XVII, e madame de S\u00e9vign\u00e9 expressa bem essa vontade quando sua neta fica doente e ela diz; \u201cn\u00e3o quero que ela morra\u201d. Antes os pais tamb\u00e9m n\u00e3o aceitavam a perda do filho e buscavam cuidados m\u00e9dicos mas a consci\u00eancia do ciclo vital era diferente e o \u00fanico recurso para eles ap\u00f3s a morte era ter outro filho.<br \/>\nA recusa da doen\u00e7a da crian\u00e7a constitui um aspecto de uma nova consci\u00eancia da vida e do tempo. A vontade de curar, revela um novo olhar que o homem lan\u00e7a sobre si mesmo. Entretanto, os m\u00e9dicos n\u00e3o davam conta de atender a demanda de cuidados que surgia por toda parte. Nesse contexto ressaltou-se a id\u00e9ia da preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as. A preven\u00e7\u00e3o era o meio eficaz para os pais preservarem a sa\u00fade de seus filhos, sem o recurso da medicina. Atualmente esse contexto de preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as ainda \u00e9 enfatizado juntamente com a promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, ou seja sabe-se que a forma mais eficaz de prevenir a doen\u00e7a \u00e9 promovendo a sa\u00fade.<br \/>\nInicia-se o dilema entre a continuidade da linhagem e o crescente desejo do indiv\u00edduo de viver plenamente sua vida e dela dispor com liberdade. At\u00e9 ent\u00e3o o indiv\u00edduo n\u00e3o se preocupava consigo mesmo e agora passa a pensar em seus pr\u00f3prios interesses e aprende que o tempo \u00e9 seu: o tempo de viver. Visando resolver o dilema entre o desejo de viver e a vontade de perpetuar, os comportamentos familiares come\u00e7am a se modificar.<br \/>\nNo s\u00e9culo XVIII, a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial altera a economia para a propriedade privada. O surgimento do esp\u00edrito calculista, originado da propriedade privada, n\u00e3o se restringe ao com\u00e9rcio. A medida que o poder do indiv\u00edduo aumenta, o esp\u00edrito da linhagem enfraquece. Antes os v\u00ednculos parentais eram carnais, de propriedade coletiva do corpo, mas agora os v\u00ednculos come\u00e7am a se dissociar, o corpo passa a ser individual. Cada indiv\u00edduo protege o seu corpo do sofrimento e passa a perpetu\u00e1-lo atrav\u00e9s dos filhos. Atrav\u00e9s dos filhos os indiv\u00edduos podem assegurar suas propriedades privadas atrav\u00e9s de heran\u00e7as, \u00fanica forma de manter os bens da fam\u00edlia como individuais. Inicia-se a valoriza\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a como bem privado e n\u00e3o da coletivo, um meio de assegurar a propriedade conquistada.<br \/>\nUma consci\u00eancia linear de exist\u00eancia e de tempo progressivamente sucede a consci\u00eancia do ciclo vital circular, inicialmente entre os setores ricos, nas grandes cidades e depois nos burgos e no campo. Nesse contexto cada indiv\u00edduo tem seu pr\u00f3prio peso, seu poder e sua pr\u00f3pria personalidade na estrutura familiar. A fam\u00edlia recolhe-se a um espa\u00e7o dom\u00e9stico mais \u00edntimo. A estreita rela\u00e7\u00e3o com a terra m\u00e3e tende a desaparecer, h\u00e1 menos lugar no tempo para consagrar os ancestrais e os problemas de esterilidade dos casais n\u00e3o se resolvem com rituais naturais m\u00e1gicos, como na consci\u00eancia do ciclo vital circular.<br \/>\nNa primeira parte do s\u00e9culo XVIII, j\u00e1 se evidencia um novo sentimento da inf\u00e2ncia, uma mudan\u00e7a cultural que ocorre durante um per\u00edodo de tempo extenso, sem cronologia precisa. Sabe-se que com o surgimento das cidades (It\u00e1lia, Fran\u00e7a e Inglaterra) a fam\u00edlia moderna fica reduzida ao casal e aos filhos. Logo que nasciam, as crian\u00e7as entravam num universo de coibi\u00e7\u00f5es, representados pelo uso de faixas, que lhe impediam total movimenta\u00e7\u00e3o corporal, e de tocas e gorros que deformavam a cabe\u00e7a. Nessa nova etapa, a crian\u00e7a podia ainda receber aleitamento por uma ama estranha \u00e0 fam\u00edlia. Os moralistas desaconselhavam esta pr\u00e1tica pois acreditavam que era perigoso para uma crian\u00e7a ainda \u201cinacabada\u201d ser alimentada por uma mercen\u00e1ria pois, na consci\u00eancia naturalista o aleitamento era considerado uma tranfus\u00e3o de esp\u00edritos da natureza, e a identidade da crian\u00e7a corria o risco de ser afetada. Essa separa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria entre m\u00e3e e filho muitas vezes resultava na morte do beb\u00ea e era condenada por alguns.<br \/>\nValores diferentes impoem-se na vida urbana, muito diferentes da vida rural anterior. No ciclo vital, a posi\u00e7\u00e3o da mulher est\u00e1 apenas como reprodutora. Podia-se escolher entre entregar ou n\u00e3o o filho a uma ama. A natureza continuava falar em favor do filho criado pela m\u00e3e. Assim, as quest\u00f5es come\u00e7am a receber respostas variadas. Alguns pais entregavam seus filhos \u00e0 nutriz e outros encontravam na companhia dele \u201cdivertimento e alegria\u201d.<br \/>\nCom as novas rela\u00e7\u00f5es estabelecidas com a crian\u00e7a, os novos pais, \u201capaixonados demais pelos filhos\u201d influenciam o comportamento de seus filhos e poderiam n\u00e3o perceber o mal que lhes faziam ao mim\u00e1-los, deixando fazer tudo que queriam, e passariam maus-h\u00e1bitos para a vida adulta. A educa\u00e7\u00e3o privada conferia muito espa\u00e7o para a afetividade.<br \/>\nAssim, a longo do s\u00e9culo XVII, a Igreja e o Estado retomam o sistema educativo, numa transfer\u00eancia do privado ao p\u00fablico, visando principalmente controlar a sociedade e modelar a crian\u00e7a para o novo Estado-Na\u00e7\u00e3o. Essa nova cultura educativa se estabelece nos col\u00e9gios, que recebem aprova\u00e7\u00e3o dos pais, convencidos que \u00e9 preciso reprimir instintos prim\u00e1rios de seus filhos e sujeitar seus desejos ao controle da raz\u00e3o. Colocar o filho na escola significa tirar da natureza. A nova educa\u00e7\u00e3o modela as mentes seguindo a tend\u00eancia do individualismo. A consci\u00eancia de vida n\u00e3o visa o respeito \u00e0s antigas solidariedades, mas a valoriza\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo e o fornecimento de conhecimento que seus pais n\u00e3o poderiam dar. Assim se d\u00e1 a passagem da fam\u00edlia tronco \u00e0 fam\u00edlia nuclear e de um sistema de educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e comunit\u00e1ria a uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica do tipo escolar visando integrar a crian\u00e7a na coletividade.<br \/>\nO papel mais importante da Igreja e do Estado foi na difus\u00e3o de modelos ideol\u00f3gicos que \u201cprivatizavam\u201d a imagem da crian\u00e7a na sociedade. Isso fortalece a emerg\u00eancia da crian\u00e7a como indiv\u00edduo na sociedade ocidental. A Igreja difunde dois modelos de crian\u00e7a: crian\u00e7a m\u00edstica e Crian\u00e7a-Cristo. A imagem do homem santo estava no menino santo: id\u00e9ia da santidade infantil. A inf\u00e2ncia m\u00edstica, de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 Deus propunha a posteridade em n\u00edvel espiritual, levando a ruptura do ciclo naturalista da vida e do tempo.<br \/>\nA crian\u00e7a, para fazer sua aprendizagem essencial, sempre dependeu ao mesmo tempo do \u201cp\u00fablico\u201d, do exterior, e do \u201cprivado\u201d, dos pais. Algumas vezes dependendo mais de um que de outro, dependendo dos s\u00e9culos. Assim, o estudo da situa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a remete a n\u00edveis de representa\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas. Em s\u00edntese, o sentido da evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 aparentemente claro: cada vez mais se atribui \u00e0 crian\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o que hoje ela ocupa na fam\u00edlia.<br \/>\nDe acordo com o autor, \u00e9 dif\u00edcil acreditar que a um per\u00edodo de indiferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o a crian\u00e7a teria suscedido outro durante o qual, com ajuda do \u201cprogresso\u201d e da \u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d, teria prevalecido o interesse. \u201cO interesse ou a indiferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a n\u00e3o s\u00e3o realmente caracter\u00edstica desse ou daquele per\u00edodo da hist\u00f3ria. As duas atitudes coexistem no seio de uma mesma sociedade, uma prevalescendo sobre a outra em determinado momento por motivos culturais e sociais que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil distinguir.\u201d A indiferen\u00e7a medieval pela crian\u00e7a \u00e9 uma f\u00e1bula pois, como vimos, os pais se preocupavam com a sa\u00fade e com a cura de seus filhos.<br \/>\nAssim, devemos interpretar o \u201csentimento da inf\u00e2ncia\u201d no s\u00e9culo XVIII, quer dizer; \u201cnosso sentimento da inf\u00e2ncia\u201d, como sintoma de uma profunda transforma\u00e7\u00e3o nas cren\u00e7as e estruturas de pensamento da atitude ocidental com rela\u00e7\u00e3o a vida e ao corpo. A um imagin\u00e1rio da vida de linhagem e comunidade que substituiu o da fam\u00edlia nuclear. A uma situa\u00e7\u00e3o em que o \u201cp\u00fablico\u201d e o \u201cprivado\u201d desempenhavam seu papel na forma\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, sucedeu outra que amplia o direito da m\u00e3e e, sobretudo, do pai sobre o filho. No individualismo crescente, disposto a favorecer o desenvolvimento da crian\u00e7a encorajado pela Igreja e pelo Estado, o casal delegou parte de seus poderes ao educador. Ao modelo rural suscedeu o modelo urbano e o desejo de ter filhos n\u00e3o para assegurar a continuidade do ciclo, mas simplesmente para am\u00e1-los e ser amados por eles.<br \/>\nOs reflexos dessas mudan\u00e7as tamb\u00e9m aparecem na Odontologia, data de 1897 o primeiro registro de servi\u00e7os profissionais dedicados \u00e0 crian\u00e7a, e de 1925 o primeiro livro sobre Odontologia Infantil, ambos nos EUA. No Brasil, em 1923 Pereira lan\u00e7a o livro Educa\u00e7\u00e3o Dent\u00e1ria da Crian\u00e7a, enfatizando que \u201c\u00e9 necess\u00e1rio come\u00e7ar a profilaxia de c\u00e1rie no ventre materno, com forma\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os dent\u00e1rios sadios e bem calcificados\u201d, j\u00e1 preconizando a necessidade de limpeza dos dentes logo que irrompessem. O primeiro relato de aten\u00e7\u00e3o Odontol\u00f3gica voltada para beb\u00eas, data de 1986, com a cria\u00e7\u00e3o da Cl\u00ednica de Beb\u00eas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que oferece medidas educativas direcionadas aos pais, al\u00e9m de tratamento Odontol\u00f3gico direcionado especificamente aos beb\u00eas. O programa, que dura 15 anos, mostra seus resultados positivos a favor de uma Odontologia preventiva, e transfere esta pr\u00e1tica ao setor p\u00fablico, Universidades e profissionais que exercem atividades em cl\u00ednica particular. A partir de ent\u00e3o, surgiram diversos relatos na literatura sobre experi\u00eancias com beb\u00eas, como o de Goepferd, sobre um trabalho desenvolvido durante 18 meses, que envolveu a participa\u00e7\u00e3o de 180 beb\u00eas em um Programa de Sa\u00fade Bucal na Universidade de IOWA. Desta experi\u00eancia, concluiu-se que o contato com os pais e crian\u00e7as, por meio da demonstra\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas de higiene bucal e avalia\u00e7\u00e3o individual da situa\u00e7\u00e3o familiar foram imperativos para a obten\u00e7\u00e3o de \u00f3timos resultados em sa\u00fade bucal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS<br \/>\n1.\u00a0CALDANA, R. H. L., BIASOLI ALVES,, Z. M. M. Psicologia do desenvolvimento: contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Odontopediatria. Rev. Odont. USP, v. 4, p. 256-60, 1990.<br \/>\n2.\u00a0G\u00c9LIS, J. A Individualiza\u00e7\u00e3o da Crian\u00e7a. In: Chartier, R. (org). Hist\u00f3ria da vida privada 3: da Renascen\u00e7a ao S\u00e9culo das Luzes. SP: Cia das Letras, 1991.<br \/>\n3.\u00a0TORRIANI, D.D. An\u00e1lise do comportamento de beb\u00eas durante o atendimento odontol\u00f3gico: rela\u00e7\u00e3o entre sexo, idade e dentes irrompidos. 1999. 139f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Odontologia)- Faculdade de Odontologia de Ara\u00e7atuba, Universidade Estadual Paulista \u201c J\u00falio de Mesquita Filho\u201d, Ara\u00e7atuba.<br \/>\n4.\u00a0WALTER, L.R.F.; FERELLE, A.; ISSAO, M. Odontologia para o Beb\u00ea. S\u00e3o Paulo: Artes M\u00e9dicas, 1996.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Autora:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cirurgi\u00e3-Dentista, Especialista em Odontopediatria<br \/>\nMestre em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Ribeir\u00e3o Preto \u2013 USP<br \/>\nDoutora em Patologia pela Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto \u2013 USP<br \/>\nP\u00f3s-doutoranda em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Ribeir\u00e3o Preto \u2013 USP<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>contato: <a href=\"mailto:andiaraderossi@bol.com.br\">andiaraderossi@bol.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vis\u00e3o e o interesse que se tem pela crian\u00e7a hoje em dia, bem como o relacionamento entre o adulto e a crian\u00e7a, sofreram importantes mudan\u00e7as ao longo do 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