O Ministério da Saúde inaugurou domingo
(12) o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) do Programa Brasil
Sorridente em Itabirito (MG) e o Laboratório Regional de Próteses
Dentárias (LRPD). A cerimônia foi realizada na sede da unidade
localizada na Policlínica Dr. Francisco Rodrigues de Carvalho, Rua João
Pinheiro, s/nº, Santa Efigênia. O CEO de Itabirito estará aberto à
população de 7h às 17h, de segunda à sexta-feira.
Com o centro de especialidades de Itabirito, chega a 337 o número de
unidades que oferecem tratamento odontológico gratuito especializado na
rede pública em 269 municípios de 25 estados brasileiros e Distrito
Federal. Outros 181 CEOs já receberam recursos do ministério e têm até
90 dias para começar a atender à população. Até o fim de 2006, serão 475
unidades em todo o país. O Ministério da Saúde está investindo R$ 1,3
bilhão até o fim deste ano na política nacional de saúde bucal do
governo federal - o Brasil Sorridente. De janeiro a novembro de 2005,
foram realizados mais de 2,93 milhões de procedimentos especializados
nos CEOs.
A unidade de Itabirito é classificada como tipo II e tem seis cadeiras
odontológicas. No local, trabalharão 12 dentistas, dez auxiliares de
consultório dentário, dois técnicos de higiene dental, três técnicos em
prótese dental.
O novo CEO terá capacidade para realizar tratamentos de periodontia (em
gengivas); endodontia (canal), cirurgias orais, prótese total,
diagnóstico oral, ortodontia preventiva e atendimento de pacientes
portadores de necessidades especiais.
Em Minas Gerais, além da unidade inaugurada em Itabirito, outros 38
centros de especialidades odontológicas estão implantados (Belo
Horizonte, Brasília de Minas, Campo Belo, Governador Valadares, Itamonte,
Juiz de Fora, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Sabará, Varginha, Uberlândia
(dois), Lagoa da Prata, Três Pontas, Itaúna, Caratinga, Diamantina,
Formiga, Ipatinga, Itabira, Jequitinhonha, Juiz de Fora (dois), Ouro
Preto, Patos de Minas, Patrocínio do Muriaé, Poços de Caldas, Ribeirão
das Neves, Sacramento, Salinas, Santa Luzia, Sete Lagoas, Vespaziano,
Montes Claros, Araxá, Ponte Nova, São Lourenço e Leopoldina).
O Ministério da Saúde destinou em 2005 R$ 3,16 milhões aos CEOs de Minas
Gerais. Outros 17 CEOs estão em fase de implantação no estado (Betim,
Itacarambi, Jaiba, Patrocínio, Poço Fundo, Brumadinho, Esmeraldas,
Jacutinga, Lagoa Santa, Monte Azul, São João do Paraíso, São Sebastião
do Paraíso, Além Paraíba, Cataguases, Coronel Fabriciano, Taiobeiras e
Rio Pardo de Minas).
Atendimento nos CEOs -
Para integrar o Brasil Sorridente, cada centro de especialidades oferece
à população cirurgia oral, atendimento a pessoas com necessidades
especiais, tratamento de canal (endodontia) e de doenças da gengiva
(periodontia). No Brasil, menos de 22% da população adulta e menos de 8%
dos idosos apresentam as gengivas sadias. Os dados são do SB Brasil; o
mais completo levantamento sobre saúde bucal, concluído em 2003.
Os centros de especialidades odontológicas também oferecem diagnóstico
oral, com ênfase na identificação do câncer de boca. A doença pode ser
tratada com sucesso, mas em 65% dos casos é identificada já em fases
mais avançadas. A cada ano, cerca de três mil pessoas morrem no Brasil
por câncer de boca. No país, 30 milhões de brasileiros nunca foram ao
dentista.
Até o lançamento do Brasil Sorridente, em março de 2004, apenas 3,3% dos
atendimentos odontológicos feitos no Sistema Único de Saúde (SUS)
correspondiam a tratamentos especializados. No estado de Minas Gerais,
como no restante do Brasil, a quase totalidade dos procedimentos era de
tratamento básico, como extração dentária, restauração, aplicação de
flúor e resina.
Para municípios com centros do tipo II, o Ministério da Saúde destina
mensalmente R$ 8,8 mil mensais para custeio, além de R$ 50 mil em
parcela única, correspondentes a custos com reforma, ampliação ou
construção do espaço físico. No caso de unidades tipo I (aquelas com até
três cadeiras odontológicas), esses valores são de R$ 6,6 mil e R$ 40
mil, respectivamente.
Todos os cidadãos têm direito aos serviços oferecidos pelos Centros de
Especialidades Odontológicas, mas, para isso, precisam ser atendidos
previamente pelas equipes de atenção básica, postos de saúde e unidades
básicas de saúde.
Os pacientes não marcam consultas diretamente nos centros. As equipes de
saúde avaliam a gravidade do procedimento e agendam a consulta, em nome
do paciente, no centro de especialidades. As unidades dão continuidade
ao trabalho feito pelos profissionais do programa Saúde da Família (PSF).
Mais ações do Programa Brasil Sorridente -
Além do atendimento nos Centros de Especialidades Odontológicas, o
aumento das equipes de saúde bucal integradas ao Programa Saúde da
Família (PSF) é outra prioridade do Programa Brasil Sorridente. Cada
equipe de saúde bucal é formada por um dentista e um auxiliar de
consultório dentário, no caso das equipes da Modalidade I. Na Modalidade
II, há também um técnico em higiene dental.
As equipes de Saúde Bucal desenvolvem atividades
preventivas, educativas, aplicação de flúor, resina, extrações e
restaurações. Elas também fazem diagnóstico de câncer de boca, um dos
principais problemas da saúde bucal no País. As ESB são responsáveis
também por encaminhar pacientes que necessitem de atenção especializada
aos CEOs, nas regiões com serviço disponível.
Em todo o país, de dezembro de 2002 até dezembro de
2005, foram implantadas 8.341 novas Equipes de Saúde Bucal (ESB),
totalizando 12.602 equipes com atuação em 3.896 municípios.
Na comparação com dezembro de 2002 e dezembro do ano
passado, o número de equipes de atenção básica em saúde bucal no estado
de Minas Gerais aumentou 242%, totalizando 1.137 equipes. O Ministério
da Saúde também aumentou os valores repassados mensalmente a Minas
Gerais como incentivo às equipes que atuam no estado. Os recursos
investidos até novembro em 2005 chegaram a R$ 22,17 milhões. Cerca de
6,12 milhões de pessoas (33% da população do estado) estão cobertas
pelas equipes de saúde bucal em 432 municípios mineiros (50,6% do
total).
Já o município de Itabirito terá a partir de março de
2006 oito equipes integrantes do Programa Saúde da Família e mais seis
equipes de saúde bucal implantadas. Para cada ESB implantada o
Ministério da Saúde vai repassar R$ 6 mil, mais R$1,7 mil mensais no
caso de equipes de modalidade I e R$ 2,2 mil mensais, se da modalidade
II.
Outra medida que integra o Brasil Sorridente é a
fluoretação da água dos municípios brasileiros com sistema de
abastecimento. Atualmente, 45% das cidades brasileiras têm o serviço.
Considerada apenas a região Sudeste, o índice de municípios com água
fluoretada é de 70,05%, correspondente a 1.167 cidades que adicionam
flúor à água distribuída.
A aplicação de flúor na água pode reduzir em cerca de
50% a incidência de cáries em crianças. Até janeiro de 2006, o
Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais de saúde,
implantou 205 novos sistemas de fluoretação da água de abastecimento
público, abrangendo 106 municípios em seis estados, beneficiando 700 mil
pessoas.
Fonte:Ministério da saúde
Mais informações
Assessoria de Imprensa do Ministério da Saúde
Tel: (61) 3315-3693/ 2351 e 9962-3752
Fax: (61) 3225-7338
E-mail:
imprensa@saude.gov.br |