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Noticias da Odontologia
13/07/2008
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Estudo
relaciona osteoporose e implante dentário |
A osteoporose é um fator que
retarda a regeneração do osso da maxila de paciente que passa
por implante dentário, alerta estudo da FOP (Faculdade de
Odontologia de Piracicaba) da Unicamp (Universidade de
Campinas). A conclusão partiu da tese de doutorado da
cirurgiã-dentista Karina Gottardello Zecchin. O estudo teve
orientação do professor da área de patologia, Jacks Jorge
Junior.
A osteoporose acomete, em sua grande maioria, mulheres a
partir dos 50 anos que recorrem à reposição hormonal. Entre
os efeitos causados pelos níveis baixos de estrógeno nas
mulheres está a diminuição da quantidade de massa óssea e,
conseqüentemente, a osteoporose.
A pesquisadora induziu a doença em ratas e, após a retirada
dos ovários, extraiu os dentes do animal e verificou que
houve demora no crescimento do osso por conta da ausência de
estrógeno e consequente diminuição da produção de colágeno,
os principais formadores dos ossos.
O estudo mostra que a abordagem terapêutica deve ser de forma
diferenciada com pessoas que possuem osteoporose. “Como a
diminuição do estrógeno, o qual promove a osteoporose,
diminuiu e muito a formação de osso, o período de reparação
óssea deve ser maior”, explica.
Karina ressalta que pessoas que sofrem da doença degenerativa
dos ossos e que receberão implante dentário precisam de um
tempo maior para que haja a reparação óssea. Essa fase de
recuperação é necessária para receber a carga protética
(dente artificial).
“Na verdade, o estudo contribui no sentido de informar sobre
a necessidade do profissional de saúde esperar um pouco mais
do que o tempo tradicional para colocar o implante em função,
ou seja, quando se chega a fase final do procedimento e o
paciente já pode mastigar com o implante”,
A doutora acrescenta que tanto o paciente como o dentista
devem estar atentos à combinação osteoporose e implante
dentário. “O implantado deve ter um pouco mais de calma ao
passar pelo procedimento e os profissionais da área devem dar
indagar se o paciente tem a deficiência”, explica a
pesquisadora.
Em pacientes que não tem osteoporose, a recuperação do osso
da maxila demora de três a seis meses. “Não é possível saber
o quanto a doença retarda a recuperação do osso. É fato que
deve haver uma espera maior, mas cada caso tem sua
particularidade.”
A pesquisa foi desenvolvida em três anos. O resultado foi
publicado nas revistas Calcified Tissue International e
Journal of Oral and Maxillofacial Surgery. Os trabalhos
tiveram participação da cirurgiã-dentista Michele Pereira
durante seu mestrado co-orientado por Karina. |
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Fonte jpjornql
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