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Noticias da Odontologia

25/04/2008

Odontologia serve para recuperar dedos da mão

 Odontologia serve para recuperar dedos da mão
EM Ribeirão Preto O procedimento para o implante é baseado na odontologia


 

O mesmo procedimento realizado para implantes dentais, no sistema da osseointegração, acaba de ser adotado com sucesso para a recuperação de dedos da mão de dois pacientes, em operações – inéditas no Brasil - realizadas na Escola de Aperfeiçoamento Profissional da Associação Odontológica de Ribeirão Preto (AORP).
“É a Odontologia retribuindo à Medicina o benefício que dela recebeu”, diz o professor Paulo Abdalla Saad, titular da Unip de Campinas e coordenador de cursos na área de implantodontia da AORP, com equipe integrada por outros profissionais da área da saúde.
Saad explica: em 1965, um professor de Medicina, o sueco P.I. Branemark, socorrendo um paciente desdentado, utilizou o osso da boca para a fixação de dentes, no processo chamado de osseointegração. Trata-se da adaptação de um parafuso dentro do osso bucal para substituir a raiz perdida e, dentro do parafuso, é colocado o dente artificial.
Dessa forma, há 40 anos Branemark deu o primeiro passo para uma prática que se tornaria usual na Odontologia mundial. No Brasil, a técnica passou a ser adotada há pouco mais de 10 anos. A prática evoluiu e se chegou aos melhores procedimentos com o uso de pinos de titânio para a realização dos implantes dentais.
Há pouco mais de um ano, ultrapassando os limites da Odontologia, a técnica de ancoragem para implantes osseointegrados extra-orais permitiu à equipe da AORP a recuperação de órgãos da face – olhos, nariz e orelhas – de pacientes vitimados por doença ou acidente. Houve a reconstrução dos órgãos, com sua fixação no osso da face por meio de pinos de titânio.
Nestas operações, há participação também de médicos e fonoaudiólogos, cabendo ao dentista, especialista em implantodontia, dimensionar diâmetro, forma e comprimento dos materiais de implante.
Agora, mais um avanço, com o implante permitindo restabelecer a parte perdida dos dedos. Iniciado em hospital de Porto Ferreira, onde Paulo Saad reside e residem também os dois pacientes submetidos à operação, e com o apoio da Faculdade Paulista de Medicina (Unifesp), de São Paulo, e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, o procedimento foi concluído na AORP, atendendo a um jovem com dois dedos parcialmente mutilados por uso de fogo de artifício, e uma senhora, com os dedos afetados por acidente em máquina de cortar frios.
Estas operações de implante com o uso de pino de titânio não restituiram a articulação dos dedos afetados, da mesma forma como, antes, não recuperou o sentido da visão do homem que perdeu o olho. Mas, preenchendo o espaço vazio, permitiu aos pacientes, como eles próprios manifestaram, a recuperação da auto-estima e da própria qualidade de vida.

Fonte:Jornal A Cidade

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