Justiça condena dentista a 5 anos
de prisão por omitir dados à Receita
Ministério Público Federal viu falha em declarações de
Imposto de Renda de 2001 a 2003.
Réu que cumprirá primeira parte da pena em liberdade alegou
que se descontrolou.
Um dentista acusado de omitir informações do Imposto de Renda
à Receita Federal foi condenado nesta quarta-feira (24) pela
Justiça a cinco anos de prisão. A decisão é do juiz Renato
Câmara Nigro, da 3ª Vara Federal de Marília, a 444 km de São
Paulo.
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra o
dentista alegando que ficou comprovado pela Receita Federal
que o dentista omitiu informações de rendimentos nas
declarações de 2001, 2002 e 2003. O acusado entregou recibos
de prestações de serviços odontológicos com
valores inferiores ao real e omitiu receitas obtidas pelo
laboratório do qual é sócio, diz a sentença.
Em seu depoimento, o dentista alegou "ter se descontrolado ao
fornecer dados ao contador para confecção de sua declaração
de rendimentos". Sobre a falta da declaração de 2004, afirmou
ter sido uma "falha de seu contador".
Para o juiz federal Renato Nigro, a explicação não foi
convincente. Além da prisão, o dentista terá de pagar multa
equivalente a 30 dias-multa, sendo cada dia no valor de um
trigésimo do salário mínimo vigente à época dos fatos.
De acordo com os dados do processo, em 2001 o dentista
declarou rendimentos de R$ 27.244, mas na verdade obteve R$
54.720. Em 2002, ele declarou R$ 60.320 ante rendimento
efetivo de R$ 160.326. Em 2003, ele não fez declaração, mas a
Receita apurou que ele obteve rendimento de R$ 249.880. A
soma do que ele deixou de declarar em 2001 (R$ 27.476), 2002
(R$ 100.006) e 2003 (R$ 249.880) é igual a R$ 377.362.
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