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Noticias da Odontologia
07/01/08
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Odontologia tem participação histórica na 13ª
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Com 70 delegados e suas propostas aprovadas pelos
10 Grupos Temáticos, a Odontologia confirma sua força na
13ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em novembro,
em Brasília.
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Com uma participação
histórica de 70 delegados, a Odontologia viveu um novo
momento de afirmação durante a 13ª Conferência Nacional
de Saúde, realizada entre 14 e 18 de novembro, em
Brasília. Sob o tema "Saúde e Qualidade de Vida:
Política de Estado e Desenvolvimento", a conferência
contou com a presença de mais de três mil
participantes, entre trabalhadores da saúde, gestores,
prestadores de serviços e usuários de saúde.
Promovida pelo Ministério da Saúde e o Conselho
Nacional de Saúde, a 13ª CNS teve, na participação do
presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, um
sinal inequívoco de que política de saúde bucal, hoje
no Brasil, tem perfil de política de Estado. Em boa
parte de seu discurso de meia hora, o presidente Lula –
observado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão –
defendeu os investimentos do Brasil Sorridente. “É
preciso que a gente leve, e no nosso programa está
colocado isso, duas consultas anuais, pelo menos, para
crianças na escola. E tudo isso, as pessoas vão ter que
dizer se vão ou não inviabilizar”, disse, ao defender a
prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira) – dois dias depois, a plenária
final aprovaria a proposta de garantir que, enquanto
estiver em vigor, o tributo tenha a arrecadação
integralmente aplicada na saúde.
O presidente do Conselho Federal de Odontologia (CFO),
Miguel Nobre, presente à abertura, apoiou o discurso de
Lula. “O dentista na escola, com uma merenda
qualificada, sempre foi um dos desejos da classe
odontológica”, disse.
Propostas aprovadas
Pois a 13ª CNS atendeu a todos os desejos da classe.
“E como as propostas foram aprovadas em todos os 10
Grupos Temáticos, nem foi necessário levá-las a votação
em plenário”, explica o secretário-geral do CFO, Marcos
Luís Macedo de Santana, um dos relatores da
conferência.
Entre as propostas, estão a inclusão, no leque de
especialidades dos CEOs (Centros de Especialidades
Odontológicas), de Ortodontia, Ortopedia Funcional dos
Maxilares e Prótese, e a ampliação da atenção em saúde
bucal, através da Estratégia em Saúde da Família. A
luta pela aprovação do projeto de lei que regulamenta
as profissões de técnico em higiene dental e auxiliar
de consultório dentário também foi reconhecida como
prioritária. Em relação aos hospitais, foram defendidas
a inserção dos CDs nos pronto-socorros; a adoção de
especialistas em Cirurgia e Traumatologia
Buco-maxilo-facial nos hospitais que sejam referência
em trauma da face, além da implantação de serviços
odontológicos em todos os hospitais e centros
especializados em Oncologia, para a efetiva prevenção
do câncer bucal. Na opinião de Santana, o SUS sai
fortalecido da conferência. “Os resultados irão se
somar, em breve, ao processo de construção do SUS”,
diz. Assim que estiver concluído, o documento final da
conferência será encaminhado a vários setores da
administração pública, entre eles órgãos do governo
federal e Congresso Nacional. O texto também ficará
disponível no site do Conselho Nacional de Saúde
(http://conselho.saude.gov.br).
A expectativa do secretário-geral do CFO é de que o
governo adote as propostas que serão encaminhadas, e
por um motivo simples: elas representarem a vontade dos
principais atores da Saúde no país. Em tempo: as
propostas de criação das fundações estatais de direito
privado – com autonomia financeira para gerir a saúde –
e do direito ao aborto foram amplamente rejeitadas.
A voz do CFO
Além do presidente Miguel Nobre, que participou da
abertura, e do secretário-geral Marcos Santana, que
trabalhou como relator da 13ª CNS, o CFO esteve
representado pelo vice-presidente, Ailton Diogo
Rodrigues, e pelo tesoureiro Lester Pontes de Menezes,
que atuou como delegado ao lado do conselheiro José
Mário Moraes Mateus. A conselheira do Conselho Nacional
de Saúde (CNS) e representante do CFO junto à entidade,
Graciara Azevedo, também participou, ao lado do
representante do CFO no Fórum dos Conselhos Federais de
Fiscalização Profissional, Samir Najjar. O procurador
jurídico do CFO, José Alberto Cabral, também participou
da abertura da conferência.
"É importante discutir a saúde como se discute hoje
neste evento. Depois de muito tempo parece que a saúde
virou prioridade no país", comemorou o vice do CFO,
Ailton Rodrigues.
Fonte: Jornal do CFO
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