Joel “dentista” , Jorge “dentista” e Agnaldo “dentista”,
foram pegos pela operação “profilaxia II”, do CRO -
Conselho Regional de Odontologia, no município de
Machadinho do Oeste exercendo as atividades da odontologia
sem estarem habilitados e qualificados para o exercício da
profissão. A fiscalização do Conselho contou com o apoio
da Polícia Militar através de policiais lotados naquele
município.
Os falsos dentistas serão enquadrados no que determina
o Código Penal Brasileiro em seu art. 282.
A Presidente do Conselho Regional de Odontologia de
Rondônia, cirurgia-dentista Sandra Menezes, após receber
uma série de denúncias de que em alguns municípios
charlatões continuavam a exercer a odontologia, colocando
em risco a saúde bucal da comunidade, determinou que a
fiscalização do Conselho atuasse nestes locais.
O cirurgião-dentista Milton Foroni, fiscal do Conselho,
com apoio da Polícia Militar identificou no município de
Machadinho, Agnaldo Vitorasse Calegari, na Avenida Marechal
Dutra, 3657, José da Silva, na Avenida Costa e Silva e
Joel, na Avenida Getúlio Vargas, e apreendeu o material que
era utilizado por eles.
Dois outros falsos dentistas identificados por Alcides,
na Avenida Getúlio Vargas, 4280 e Antonio, na Avenida
Brasil, com a chegada da Polícia e fiscais do Conselho,
fugiram do local.
Foram apreendidas as cadeiras odontológicas,
equipamentos diversos, instrumentais, fichas de atendimento
que comprovam a prática delituosa e outros materiais
utilizados pelos falsos dentistas. Tudo que foi apreendido
consta no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia
local pela Polícia Militar. PMs Marcos de Oliveira,
Aderaldo Paes, Anderson Parecido, Paulo Ribeiro e Edval
Amorim, participaram da operação.
O CRO faz um apelo a população para que busque
comprovar, antes do atendimento, se o dentista é inscrito
no Conselho de Odontologia, caso contrário, denuncie a
Polícia Militar ou vá a uma delegacia de Polícia Civil mais
próxima, pois “com esta prática danosa, além de repassar
doenças transmissíveis como Aids, Hepatites e outras, o
charlatão pode deixar seqüelas irreversíveis após o
atendimento”, disse o cirurgião-dentista Milton Foroni.
Buscamos na fiscalização a comprovação dos fatos, mas
esses consultórios irregulares, apesar de oferecerem preços
muito abaixo do normal, não são uma boa escolha. Para
conseguir manter custos menores, certamente reutilizam
materiais descartáveis, trabalham com equipamentos
enferrujados e sem higiene adequada.