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OrientandoTudo sobre implantes dentário1. Perguntas gerais
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| Modernamente, os implantes são feitos de titânio, em vista das excelentes características de biocompatibilidade com o tecido ósseo e meio bucal, e também pela resistência desse metal às forças a que são submetidos os implantes durante a mastigação. Nos tempos primitivos, o homem usou e tentou de tudo no objetivo de repor dentes perdidos. Pedra, ferro, até partes de conchas foram utilizados na fase empírica. Com a evolução do conhecimento, foram experimentados, com relativo sucesso, o tântalo e o vitálio cirúrgico, dentre outros metais. |
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Com o advento dos implantes que se integram ao osso (fenômeno conhecido como
osseointegração) os biomateriais passaram a ser melhor estudados e
experimentados. Dessa fase em diante, o titânio passou a ser o metal de eleição
de todos os tipos e marcas de implantes, no mundo inteiro, o que por si só já
recomenda sua escolha.
O fato de ser um elemento neutro colabora para que, além das outras vantagens,
ele não provoque nenhuma alteração no meio orgânico, sendo inclusive usado em
próteses para refazer fêmur, joelho, clavícula etc.
Praticamente em todas as partes do mundo são fabricados implantes
dentários. Nos continentes mais desenvolvidos, emprega-se tecnologia e
maquinário mais evoluído, fazendo com que os Estados Unidos e a Europa apareçam
como grandes centros de produção e introdutores de novidade e evolução.
Na Europa, o velho continente, a Suécia e a Alemanha disputam a vanguarda e a
liderança. Nos Estados Unidos, as mais importantes regiões produtoras são a
Califórnia e a Flórida, vindo do novo mundo a maior produção. Os norte
americanos, além de grandes produtores de implantes, são também os maiores
consumidores dos modelos europeus.
Para a América do Sul, o pioneirismo na fase dos osseointegrados, tanto no uso
como na produção, cabe aos argentinos. Especificamente no Brasil, de oito anos
para cá, começaram a ser produzidos implantes, os primeiros com idealismo e um
toque empírico típico de algo que inicia; evoluindo até os dias de hoje com
marcas que começam a apresentar melhoras, ficando por conta das nossas
universidades a avaliação de sua efetiva qualidade, através de estudos de médio
e longo prazo.
O homem, desde os primórdios, preocupou-se em repor dentes
perdidos através de próteses dentárias e dentre várias alternativas buscadas,
uma foi exatamente a implantação de peças aloplásticas (de natureza diferente ao
organismo) com essa finalidade.
Comprovando esta afirmação, existe em um museu na Universidade de Harvard (USA)
um fragmento de mandíbula identificado como da era pré-colombiana, onde são
facilmente visualizados três implantes de pedra negra, que ocuparam em vida o
lugar de três dentes, visto que apresentam boa quantidade de tártaro.
Como na maioria das áreas do conhecimento humano, a Implantodontia iniciou sua
evolução científica vertiginosa no século XX. Já em 1901, era patenteado o
primeiro implante nos Estados Unidos. De lá para cá, sua evolução foi
impressionante em todas as partes do mundo.
No Brasil, os pioneiros começaram a estudar implantes na década de 50 e, a
partir dos anos 60, tem-se registros concretos da história da Implantodontia no
país.
Os implantes, quanto a suas medidas, podem variar em diâmetro e
comprimento. Quanto mais espesso for o osso dos maxilares, mais largo será o
implante que se pode colocar e quanto mais alto for o osso na região dos
maxilares, mais comprido será o implante que poderá ser colocado.
Assim sendo, os fabricantes procuram desenvolver uma variedade de medidas para
adequar seus implantes a cada situação. No diâmetro, a variação oscila entre 3 e
6mm e no comprimento esta variação vai de 7 e 8 até 18 e 19mm. Quanto mais largo
e longo for o implante colocado, maior será sua capacidade de suporte como raiz
artificial.
Nas situações em que, por grandes perdas ósseas e devido a longo período sem
dentes naturais, resta somente osso de pouca espessura e pequena altura, o
implantodontista deverá procurar compensar essa limitação, usando maior
quantidade de implantes para sustentação das próteses.
Na maioria das vezes, os implantes são ancorados (palavra usada
pelos dentistas, pela idéia da âncora do navio, que não sai do lugar) no osso
dos maxilares superior e inferior, também conhecido como mandíbula.
Quando possível, no caso de extrações recentes, procura-se usar o próprio
alvéolo das raízes como lugar ideal para colocação dos implantes. Na ausência
destes (alvéolos) os orifícios para colocação dos implantes são abertos
aproximadamente na região onde estavam as raízes (quando o objetivo é colocar
uma coroa para cada dente perdido, cada uma suportada por um implante).
Para os casos de implantações mais tardias, onde alguns implantes sustentarão um
número maior de dentes, os lugares escolhidos o são em função da distribuição de
forças que cada implante terá que sustentar, sempre que possível, permitindo boa
estética.
Pacientes que perderam todos os dentes, com implantação mínima de dois a quatro
implantes, podem ter dentaduras retidas através de implantes, conhecidas como
sobredentaduras OU OVERDENTURE.
Existem dois princípios básicos de fixação dos implantes ao osso.
O primeiro por rosqueamento (para melhor entendimento, em um tipo de parafuso) e
outro sob pressão (ou seja, por penetração, como um prego batido).
Para os implantes de parafuso, é obtido um orifício menor que o do implante a
ser colocado através do uso de brocas com aumento progressivo de diâmetro.
Depois da broca é passado um artefato que promove a rosca no tecido ósseo. Para
os implantes a pressão, é confeccionado, também por seqüência progressiva de
brocas, um orifício de mesmo diâmetro e comprimento do implante a ser colocado.
Em ambos os casos, os implantes são mantidos imóveis para permitir que o osso se
una (“cole”) em sua superfície de titânio (osseointegração).
Mais recentemente, um conceito que envolve os dois princípios (um pouco de
pressão e um pouco de rosca) adicionou o recurso de uma neoformação óssea dentro
do implante (que é em forma de cilindro oco rosqueado com janelas de comunicação
entre o osso da parte externa e o da parte interna).
Os primeiros implantes na fase da osseointegração, e que em vista
do pioneirismo ficaram muito conhecidos, eram originários da Suécia, onde a
primeira preocupação é com a reabilitação da função, depois com a possibilidade
de higienização e, finalmente, com a estética.
Para os padrões da Odontologia brasileira, altamente exigentes no tocante à
estética, a primeira imagem dos implantes osseointegrados era de “muito metal
aparecendo”, o que não foi bem visto pelos pacientes e retardou inclusive o
processo de aceitação dos implantes da fase osseointegrada.
Gradativamente, inclusive por exigências estéticas dos norte-americanos e por
colaboração destes na solução dos problemas iniciais, as próteses sobre
implantes foram evoluindo, e hoje a maioria dos bons sistemas de implantes
brinda seus pacientes com belas soluções estéticas.
Quando o implantodontista é capacitado e exigente, o resultado final é tão bom
que muitas pessoas não são capazes de distinguir qual é o dente natural e qual é
o artificial da prótese sobre implantes.
A rejeição acontece quando um órgão é transplantado de uma pessoa
para outra (coração, rim, por exemplo), por estabelecimento de uma defesa
orgânica natural ao corpo estranho, principalmente por este (o transplantado)
ter vida e natureza semelhante ao retirado.
Nos implantes dentários, não ocorre rejeição, primeiro porque não são
transplantes, e segundo porque não são órgãos e sim metais biocompatíveis e
bioinertes, que são implantados e não transplantados.
A confusão envolvendo rejeição nos implantes dentários pode ser justificada por
ocorrerem na Odontologia transplantes dentários, que normalmente não são
rejeitados por serem autógenos (mesmo doador e receptor). Também colabora para
esta idéia errada o fato de que, antes dos implantes ficarem famosos, foram
famosos os transplantes de coração do Dr. Barnard, que revolucionaram a
medicina, porém apresentaram insucessos que ocorriam justamente devido à
rejeição.
Implantes e transplantes são procedimentos distintos, até mesmo porque os
implantes não dão rejeição.
Na fase inicial dos osseointegrados, tanto no Brasil como em
outros países, os pioneiros realizavam suas cirurgias em ambiente hospitalar,
exatamente por entenderem que parte dos riscos quanto ao sucesso dos implantes
estava ligada à esterilização. Este procedimento fazia com que se associasse a
idéia de altos custos à colocação dos implantes.
Com o uso de autoclaves nas clínicas odontológicas e a adoção de um elenco de
medidas no tocante à assepsia, por parte dos profissionais que se dedicam a
Implantodontia, a colocação de implantes em consultórios preparados para este
fim é tão segura quanto a realizada em hospitais.
O que levou de início alguns dos pioneiros a buscar hospitais foi o fato de que,
naquela primeira fase, os pacientes operados eram, em sua maioria, casos grandes
e extremos, necessitando colocação de muitos implantes em quase toda extensão
dos maxilares.
Nos dias de hoje, com a Implantodontia evoluída e bem aceita, o mais comum é,
constatada a falência de um dente, sua retirada e a colocação imediata de um
implante em procedimento simples e seguro, realizado no próprio consultório.
Depende principalmente da quantidade de implantes a serem
colocados. Para o caso da colocação de um só implante, todo o procedimento pode
variar de 20 a 40 minutos. Alguns procedimentos são os mesmos quando colocados
um ou cinco implantes (preparação da mesa cirúrgica ou paramentação do
profissional, por exemplo). Assim sendo, uma colocação de cinco implantes, que
matematicamente demandaria duas horas e meia aproximadamente, pode ser realizada
em uma hora e meia .
Esse tempo total poderia ser abreviado e, na maioria dos casos, só não é por
procedimentos de segurança do paciente e profissional, tais como: preparo do
leito ósseo que irá receber o implante em frezado (perfuração) seqüencial
progressivo ou preparo adequado de prótese provisória que o paciente usará.
Especificamente, a colocação simples de um implante é um ato rápido, envolvendo
cinco a 10 minutos para cada implante, em procedimento que, na maioria das
vezes, nem é percebido pelo paciente, muito embora o anestésico usado seja
somente o de efeito local. O maior ou menor tempo necessário para colocação,
depende de fatores relacionados à quantidade do osso da área a ser implantada,
que algumas vezes exige maior tempo de preparação.
Não. A dor não existe nem na colocação e nem no preparo da loja
óssea para colocação do implante. Isto não só é constatação da esmagadora
maioria dos pacientes de implantes, como depoimento particular deste autor, que
já foi paciente de dois atos para colocação de três implantes. Já tendo passado
por tratamento de canal, desgaste para remoção de cárie e extrações, a colocação
de implantes foi, dentre todos, a que menos senti.
Colaboram para isto os modernos anestésicos, de maior potência e efeito mais
prolongado e também os pré-anestésicos em forma de spray ou pomada, que nos
impedem de sentir inclusive a penetração da agulha.
Outra vantagem no tocante à dor na colocação dos implantes reside no fato de o
tecido ósseo, diferentemente do tecido mole, não conter ramificações nervosas,
motivo pelo qual os procedimentos nele realizados não são percebidos.
Como depoimento, na segunda cirurgia para colocação de implantes, estava tão
tranqüilo que dormi, tal a segurança que tinha, fruto de nada ter sentido na
primeira.
Afora os implantes mais primitivos, que não chegaram a ser muito
conhecidos, alguns tipos de implantes antes da fase dos osseointegrados fizeram
sucesso. Dentre eles, os mais conhecidos foram os justaósseos (que eram
colocados entre o osso e a gengiva), os agulhados (em formato de agulhas que
eram colocadas de três em três, para formarem um trípodo), os laminados (em
forma de lâminas, que eram colocados em uma canaleta aberta no osso) e os
parafusos (em forma de parafuso, os mais parecidos com os implantes atuais).
Na fase moderna dos osseointegrados, os tipos básicos são: em forma de parafuso,
que se diferenciam dos parafusos antigos por terem a cabeça hexagonal e um
orifício com rosca onde será parafusada a prótese; e os do tipo cilindro para
colocação a pressão com janela para crescimento ósseo. O último tipo, que é uma
síntese dos mais usados, é um cilindro oco com roscas e janelas que permitem o
crescimento ósseo em seu interior e fixação também pelas janelas e parte
interna.
Além das diferenças de tipos de implantes, ocorrem diferenças por
variações nas formas, também por diferentes tratamentos de superfície do titânio
e variações quanto à maneira de receber e fixar a prótese.
Quanto aos tipos, salvo raras exceções, os modelos seguem as três linhas
básicas, mesmo as cópias e imitações que, embora com pequenas diferenças, seguem
os princípios dos modelos que lhes deram origem.
Com referência à superfície, hoje um tema polêmico, pois em função dela se obtém
melhor ou pior qualidade de osseointegração (união ao osso). As três variantes
principais são: superfície lisa ou tratada (típica dos parafusos), superfície
com plasma spray por oposição de titânio (típica dos implantes cilíndricos) e
superfície áspera com jato de pó de titânio usado para remover todas as
impurezas que ficam depois da maquinação dos implantes (típica dos implantes
cilíndricos de núcleo oco).
Embora haja uma tendência para o sistema de hexágono para fixar as próteses, os
implantes que recebem munhões para cimentar as próteses estão ganhando terreno,
tendo em vista de seus custos reduzidos.
Os primeiros implantes realizados no Brasil datam de 1951 e foram
do tipo justaósseo (também conhecidos como subperiósteos colocados entre a
gengiva e o osso). Em 1953, foram apresentados na ABO (Associação Brasileira de
Odontologia), em forma de trabalho científico, as dentaduras implantadas como
eram conhecidas na época, por Paulo Areal e Benjamim Bello.
Estes mesmos dois pioneiros, em 1955 ministraram o primeiro curso de
Implantodontia, também na ABO do Rio de Janeiro, para, em 1956, publicar o
primeiro livro sobre implantes no pais.
Em São Paulo os pioneiros datam de 1959, tendo o Dr. João Jorge Barros como seu
realizador, sendo que os implantes utilizados também foram do tipo justaósseo.
Outro pioneiro, que também publicou livro, é José Alves de Souza, do qual
conhecemos pacientes que portam implantes por ele colocados há aproximadamente
40 anos.
Outros pionerios que, estarem ainda atuando na especialidade, não são citados
por questões éticas, tiveram importância na história recente da Implantodontia.
Se a casuística dos implantes no Brasil está chegando a 50 anos,
e a mundial em 2001 completará 100 anos, o tempo está com a verdade sobre o
confiar em implantes.
Na fase mais recente, os implantes, além de passarem pelo crivo do tempo, têm
nos estudos de acompanhamento de médio e longo prazo realizados em universidades
de conceito indiscutivel o seu maior embasamento científico.
Os implantes sérios da atualidade, antes de serem utilizados em humanos são
estudados experimentalmente em animais, dentro de rígidos parâmetros de controle
e debaixo de critérios de sucesso estabelecidos e aceitos internacionalmente.
Aqueles que procuram total confiança nos implantes que serão colocados, poderão
pedir aos implantodontistas a bibliografia deste tipo de implante, onde aparecem
os lugares e os tipos de estudos, além de há quanto tempo e por que entidade
independente os mesmos foram realizados.
Diferentemente de tudo que usamos ou compramos que tem uma vida
útil, que se por um lado não sabemos precisar quanto será, por outro sabemos que
não irão nos acompanhar pelo resto de nossos dias (assim acontece com roupas,
calçados, objetos de uso pessoal, até mesmo automóvel) os implantes dentários
são colocados com o propósito de durarem para sempre.
Todos os estudos e pesquisas, as mudanças de formato e do material com que eram
confeccionados e a evolução da própria técnica de colocação dos implantes, que
hoje obedece a rígido protocolo, são no objetivo de se chegar ao que se acredita
atingido hoje em dia: um implante para o resto dos dias de quem o usar, ainda
que o paciente que o porte seja um jovem de 15 a 20 anos, com uma expectativa de
vida de mais 50 ou 60 anos.
Por esta razão, é tão importante a escolha correta por parte do profissional que
irá colocar , como dos próprios, ainda que você já tenha 50, e lhe esperem mais
25, oxalá outros 50, e em boas condições de saúde (inclusive bucal), com
implantes.
A única ressalva que deve ser feita é sobre alguns pacientes descuidados, que
cedo perderam os dentes naturais, os quais a natureza fez para toda vida, porque
estes apresentarão maior risco também com relação aos implantes.
As próteses totais, que eram orgulho da Odontologia no
pós-guerra, e aqui falamos da segunda Guerra), hoje são peças dignas de museu.
Ajudavam bastante os seus usuários, minimizando o sofrimento da mutilação
dental. Colaboravam na estética, na fonética, mas tinham na mastigação a sua
grande limitação.
Alimentos mais sólidos, como carnes por exemplo, que demandam mais força na
mastigação, maior poder de corte dos dentes anteriores e maior capacidade de
maceração pelos dentes posteriores eram e são até hoje o grande tormento das
próteses totais convencionais.
A diferença básica entre as próteses totais e as retidas por implantes está na
sua sustentação. Enquanto as primeiras flutuam sobre as gengivas, as sobre
implantes são fixas nos ossos maxilares por parafusos e encaixes, dando ao seu
usuário a sensação agradável de poder desfrutar de todos os prazeres conhecidos
no passado, como os de poder mastigar, morder e sorrir.
As limitações, que por ventura puderem existir, serão, na maioria dos casos,
pelo retardo da decisão em se colocar implantes, o que minimiza as as chances de
colocação de implantes maiores.
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Desde que as condições gerais do candidato a implantes não
contra-indiquem uma cirurgia de pequeno a médio porte, não existe nenhuma
limitação quanto à idade para recebimento de implantes dentários. Em países do primeiro mundo, onde os cuidados com a saúde bucal são maiores, a maioria dos que recebem implantes tem idade mais avançada, visto que é somente nesta faixa que perdem seus dentes. Existem na literatura citações de vários pacientes que se submeteram a implantações em idades acima dos 80 anos. |
Mesmo não havendo restrições e sendo os riscos quase inexistentes neste tipo de
cirurgia, sempre é oportuno consultar o médico que habitualmente esclarece o
paciente sobre a oportunidade cirúrgica e possíveis precauções a serem tomadas.
Em pacientes com mais idade, os resultados costumam ser melhores pela
colaboração psicológica, determinação e seguimento correto das orientações, além
do fato de que, para esses pacientes, as expectativas não são excessivamente
otimizadas.
A partir do momento em que completarem o período de crescimento
ósseo facial, o que pode ser determinado por estudos de
cefalometria feitos por ortodontistas, crianças estão aptas para receber
implantes.
A razão pela qual deve ser aguardada a idade óssea ideal não é o metabolismo,
mas sim a possibilidade de os implantes, colocados antes desta idade sofrerem
modificações quanto à sua posição pelo próprio crescimento, o que pode vir a
alterar o planejamento da prótese.
Se outros motivos mais fortes determinarem a implantação antes desta idade, os
resultados quanto a osseointegração dos implantes serão iguais ou até melhores
do que em pacientes de mais idade, visto que as respostas de organismos mais
jovens são melhores.
Existe caso relatado na literatura implantológica brasileira, onde é mencionado
um caso de paciente de quatro anos de idade. Este dado é importante para
eventual necessidade de implantação antes de completado o período de crescimento
facial.
O diabetes não é uma contra-indicação absoluta para a colocação de implantes
dentários. O importante é o paciente a ser implantado nestas condições mantê-la
controlada, especialmente durante o período de osseointegração.
Relatos de insucessos de implantes em pacientes diabéticos estão quase sempre
relacionados a pessoas que desconheciam o problema e o implantodontista não teve
sua atenção voltada para o detalhe, provavelmente por falta de exames de sangue
pré operatórios ou por pacientes que, na época dos exames, mantinham-na
controlada e por motivos alheios a vontade ou desatenção, descompensaram justo
durante o período da osseointegração.
Não existe perda ou problema maior nestes casos. O prejuízo maior é a perda do
implante, o que não impede que seja realizada uma nova implantação que, se
ocorrer em condições ideais, tem todas as possibilidades de ser bem sucedida.
Como os implantodontistas preocupam-se com uma série de detalhes antes da
implantação, é recomendável que os pacientes nesta condição, já na primeira
consulta, revelem o fato e realizem um controle mais estrito nos meses seguintes
à colocação dos implantes.
Não somente é possível, como esta é a situação ideal para a colocação de
implante. Sempre que os implantes puderem ser planejados antes da perda do
elemento dental e colocados no mesmo ato de remoção, logo após a extração, esta
é a situação de melhor prognóstico.
O que leva a esta vantagem é o fato de, nesses casos, ser mínima a perda óssea e
mantido o osso alveolar que dá suporte aos dentes. Mantido este osso, as
gengivas continuarão em sua posição habitual e mais facilmente o
cirurgião-dentista conseguirá manter contornos e papilas, tão importantes para a
estética quanto o próprio dente.
Na Odontologia moderna, onde o paciente tem melhores expectativas e maiores
exigências, este deve também ter a responsabilidade de conhecer melhor a sua
parcela de colaboração para o resultado adequado de seu tratamento, conhecendo o
que é melhor para ele e quando é possível oferecer o melhor trabalho.
A principal participação do fenômeno da menopausa no que se refere a implantes
dentários é o fato de que mulheres neste período têm menor produção de cálcio,
que é um ingrediente fundamental da reparação óssea e o princípio básico da
osseointegração.
A menopausa por si só não contra-indica a implantação, mas deve servir de
indicador de atenção para com seus envolvimentos. Poucos casos extremos, como a
osteoporose, contra-indicam a colocação de implantes.
Recursos modernos, como a densitometria óssea, devem ser usados quando houver
suspeitas de risco ou simplesmente para proporcionar maior segurança, tanto ao
paciente como ao profissional.
Reposições do teor de cálcio hoje são possíveis por terapêutica medicamentosa e
a própria osteoporose tem hoje tratamento adequado e compensador, principalmente
quando identificada em tempo oportuno. A colocação de implantes é boa
oportunidade para realização de exames em forma de um check-up.
A principal causa da doença das gengivas que leva à formação da placa bacteriana
é a má higiene oral. Pacientes relapsos ou desorientados quanto aos recursos e
necessidade de uso de escova, fio dental, escova unitufo, escova e higienizador
interdental, fita dental, super floss e toda a gama de dispositivos para a
adequada higiene oral, fatalmente perdem seus dentes por má ou pobre
higienização.
Provavelmente, se mantida a mesma atitude, perderão também seus implantes pelo
mesmo motivo. Boa conscientização é pensar que a primeira e segunda dentição
foram cortesias do Criador e que nada pagamos por elas. A terceira dentição,
além de paga é relativamente custosa, o que nos deve levar a valorizá-la mais e
cuidar para mantê-la, através de uma ótima higiene oral.
Os periodontistas (especialistas em doenças da gengiva) dispõem de programas de
higiene oral com orientação segundo o grau de risco que cada paciente apresenta.
São boa forma de manter melhor seus dentes ou implantes.
Como se trata de possíveis contra-indicações gerais, que saem da área de domínio
do profissional da Odontologia, deve ser buscada a acessoria do médico
cardiologista.
De acordo com o estado do paciente, as contra-indicações de ordem médica podem
ser crônicas (que impedem a cirurgia para sempre) ou temporárias (permitem a
cirurgia após cessada a causa que a impedia).
A oportunidade cirúrgica será determinada em função do estado atual do paciente,
grau de necessidade da cirurgia e seu risco, por quem acompanhe o paciente há
tempo suficiente para uma avaliação adequada.
Devem ser tomadas as devidas precauções para monitoramento cardíaco, de
preferência com a presença do cardiologista do paciente, se a cirurgia for de
porte médio.
O risco não é a própria cirurgia, pois ela em si em nada interfere na presão
arterial e seus determinantes. A cautela maior, e que é sempre motivo de
preocupação, é a possibilidade de que hipertenso, desnecessariamente
atemorizado, tenha algum acidente cardiovascular durante o ato cirúrgico.
Por precaução, deve o paciente portador de hipertensão revelá-la ao
cirurgião-dentista antes da intervenção e buscar, com seu próprio médico,
orientação adequada, preparatória à cirurgia. Para os casos simples, um
diurético e um relaxante podem, sob orientação médica, ser a solução.
Um depoimento: nas duas cirurgias para colocação de implantes a que me submeti,
na primeira era hipertenso e não sabia (pouco tempo depois, foi confirmada a
hipertensão); na segunda, já sabedor e com a pressão controlada, nenhuma
alteração ocorreu e os implantes estão perfeitamente osseointegrados. Do ponto
de vista do metabolismo, nenhuma interferência ocorre na reparação óssea ao
redor dos implantes.
Sim, e muito. Experiências na área de tratamento das gengivas têm mostrado que
os fumantes, principalmente os que fumam em excesso, têm uma reabsorção maior,
desde que tenham doença periodontal.
Fumar provoca uma vasoconstrição periférica, o que pode afetar os primeiros
estágios da cicatrização, período importante em que o implante deve permanecer
inerte e protegido, justamente para que haja uma boa cicatrização dos tecidos
moles (gengiva). Além disso, fumar eleva a temperatura que, junto com a fumaça,
irrita os tecidos que estão cicatrizando.
Se o candidato a implantes for fumante do tipo inveterado, é recomendada uma
preparação antes da cirurgia, com significativa redução e interrupção se
possível, para que no período em que fumar for desaconselhável, este candidato
tenha condições de se abster do vício durante os três meses após a cirurgia,
enquanto se processa a osseointegração.
Considerando-se que a maioria coloca implantes na fase dos “enta” (acima de 40
anos), e como ex-fumante depois de 25 anos de vício, a melhor sugestão é usar a
colocação dos implantes como mais um bom motivo para parar de fumar.
Todo e qualquer procedimento cirúrgico nos três primeiros meses da gravidez não
é recomendado, em função dos riscos quanto a uma possível interrupção da
gravidez.
Como critério, se a implantação não for de emergência, necessária e inevitável
(casos de acidentes com perda traumática dos dentes), a implantação neste
período não é aconselhável.
Soma-se a isso o fato de haver alteração na taxa hormonal, que se por um lado
não é determinante de insucesso nos implantes, por outro é um risco a mais,
principalmente se desnecessário.
Considerar que, após o parto, a mulher terá um adequado período de
disponibilidade (a osseointegração em geral envolve três a quatro meses) e
principalmente tranqüilidade para colocação dos implantes, incluindo dieta
especial e fator psicológico positivo.
Do ponto de vista do paciente e de seu grau de satisfação com os resultados
obtidos com os implantes, indiscutivelmente os mais realizados com a prótese
fixada por implantes são os realizados em pacientes que usavam dentaduras
completas, também conhecidas como próteses totais.
Ao contrário do que possa parecer, a colocação de implantes em pacientes nestas
condições é mais simples, rápida e menos onerosa, se comparada a outra
necessidade com igual número de implantes. Na quase totalidade dos casos, o
sucesso é atingido.
A razão de tanta satisfação nesses pacientes é, na sua maioria, a dificuldade de
mastigação. A instabilidade da prótese, principalmente a inferior, é muito
grande, a fonética também é prejudicada bem como o lado psíquico pelo uso da
dentadura. Estes fatores colaboram para a desadaptação.
Em alguns casos, quando as próteses totais são boas e executadas dentro de bons
princípios, podem ser aproveitadas mediante pequenas adaptações ou usadas como
provisórias, desde que sejam de agrado do paciente.
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Sim, como existem especialistas no tratamento de canal (endodontistas), de
gengivas (periodontistas), de crianças (odontopediatras), de correção dos dentes
(ortodontistas) etc. Estão igualmente normatizados e regulamentos pelo Conselho
Federal de Odontologia (CFO) os especialistas na colocação de implantes e
confecção de próteses sobre implantes, os implantodontistas.
Estes, depois de cursarem a faculdade de Odontologia, fazem um outro curso com
mais de 1.000 horas de carga horária e dois anos de duração, exclusivamente
voltado ao conhecimento global dos implantes e praticam exaustivamente todas as
técnicas e procedimentos ligados à Implantodontia.
Esta regulamentação ocorreu no início dos anos 90 e o CFO, antes do início dos
cursos, ofereceu àqueles que se dedicavam à Implantodontia por bastante tempo, a
oportunidade de, através de comprovação de sua casuística e prova, obterem o
grau de implantodontistas.
Perante o CFO e por norma deste, os periodontistas também estão aptos à
colocação de implantes e, dentro dos cursos de graduação, a Implantodontia faz
parte da disciplina de Cirurgia.
| A Implantodontia é uma especialidade odontológica tão ampla que alguns profissionais optam em se dedicar a somente uma parte dela. A maioria o faz optando por se dedicar à parte cirúrgica dos implantes, ou seja, exclusivamente fazer a colocação dos implantes. |
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Neste caso, a segunda parte, tão importante quanto a primeira, será realizada
por outro especialista - o protesista - que irá se incumbir da confecção da
prótese sobre implantes. Ainda que você não veja, outro profissional, vinculado
ao Conselho Federal de Odontologia, terá participação no seu trabalho: o
protético - que terá a seu encargo a parte laboratorial da prótese.
Outro cirurgião-dentista já terá participado antes do seu trabalho: o
radiologista (especialista em radiologia odontológica), que para os estudos
iniciais de cada caso executa uma radiografia panorâmica.
Um trabalho tão complexo e envolvendo tantas pessoas deve ter também, além de
você, outra pessoa encarregada de sua manutenção, o técnico em higiene dental (THD),
profissão igualmente regulamentada pelo CFO, que se dedica à prevenção e
manutenção das boas e ideiais condições de saúde da cavidade oral.
Afora a rixa natural existente entre capital e interior, que sustenta muitas
brincadeiras e gozações, nada existe que determine ser o da capital ou do
interior melhor implantodontista.
Os cursos e a capacitação que um outro tem de fazer são os mesmos e, muitas
vezes, nos mesmos lugares. Quando não, os cursos de especialização tanto na
capital como no interior, têm o mesmo currículo obrigatoriamente e são
fiscalizados pelo mesmo órgão, o Conselho Federal de Odontologia.
Para empatar uma vez mais a eterna competição entre capital e interior, se por
um lado os da capital têm mais recursos, os do interior tem mais tempo para
estudar.
O importante é pensar bem antes de decidir. Se sua cidade ou região tem
implantodontistas, faça com eles, pois, como já foi mencionado, o tratamento
implantológico requer acompanhamento e consultas depois de colocada a prótese
sobre os implantes e ter feito em outra cidade poderá colocá-lo em situação
embaraçosa quando precisar dos préstimos de um implantodontista de sua cidade,
em caso de emergência.
Afora a vantagem, dispendiosa por sinal, de passear e fazer turismo enquanto se
coloca implantes, nenhuma outra razão pode levar um paciente brasileiro ao
exterior para submeter-se a implantações.
Com a globalização do conhecimento e a rapidez do fluir científico, o que sabe
hoje um interessado implantodontista brasileiro é o que sabe um colega seu, quer
americano ou europeu. A habilidade e capacidade criativa do brasileiro são
indiscutíveis, e existem dados que colocam nossos profissionais no mesmo nível
dos seus colegas de outras partes do mundo.
Aqui existe ainda a vantagem de os preços praticados no primeiro mundo serem bem
mais elevados e, enquanto permanecemos com a estabilidade cambial, sequer existe
a vantagem pela valorização de outra moeda.
Mesmo que hoje seja bem mais barato viajar do que há cinco anos atrás, mais
barato inclusive do que colocar implantes, não é mais necessário o pretexto para
fazer turismo. O próprio preço baixo é um bom motivo.
O mais certo, objetivo e rápido é observar seus certificados de cursos de
atualização e aperfeiçoamento, realizados em congressos e escolas de
aperfeiçoamento profissional das entidades da classe. Verificar ainda se são de
datas recentes, em boa quantidade, e se é grande a quantidade de horas de cada
curso.
Deve-se observar em diplomas colocados nas paredes de sala de espera ou no
escritório, o que é bem menos constrangedor do que perguntar e mais eficiente do
que acreditar sem ver, em histórias de cursos feitos, contadas pelo próprio
profissional, a menos que este pelo tempo e pelo convívio, seja pessoa de
confiança de quem avalia.
Embora algo subjetivo, deve-se considerar os resultados bons de trabalhos
realizados em pessoas conhecidas. A avaliação é difícil de ser feita, e deve
considerar há quanto tempo o trabalho foi realizado e a opinião de quem o usa,
se ele efetivamente satisfaz.
Bons profissionais, conhecedores da sua especialidade, conscientes em seu
trabalho, costumam ter o reconhecimento dos colegas de sua cidade, o que também
pode ser bom indicador na avaliação da atualização de um implantodontista.
| Antes de pensar assim, procure se informar bem, consultando páginas amarelas da lista telefônica, ligando para a entidade de classe odontológica de sua região ou consultando alguns cirurgiões-dentistas de sua cidade. Um lugar diferente para encontrar informações neste sentido é em casas de artigos dentários, cujos vendedores conhecem a especialidade dos cirurgiões-dentistas que atendem. |
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Confirmada a inexistência, o mais indicado é procurar na cidade que polariza a
região, pois há a vantagem da distância não ser muita, em função do grande
número de consultas que demandam todo o tratamento. Outra vantagem é a
possibilidade de o implantodontista colocar os implantes e indicar um protesista
de sua própria cidade para a realização da prótese, o que pela quantidade de
visitas ao dentista lhe trará economia de tempo e dinheiro.
Ainda não encontrando, procure uma cidade não muito distante, pois as despesas
de locomoção e o tempo despendido poderão inviabilizar ou desmotivar o término
de tratamento. Hoje existem bons implantodontistas em todas as boas cidades do
país.
A Odontologia não é uma ciência exata, como a Matemática, por exemplo, e como
tal, não se pode sobre ela fazer afirmações do tipo “cinco vezes quatro são 20”.
Mesmo assim algo se pode concluir de um procedimento que dá certo no mundo
inteiro há mais de 35 anos.
A garantia de previsão dos implantes está justamente vinculada ao fato de que,
seguindo-se todos os passos da técnica, os resultados são sempre os mesmos,
exceção feita aos casos onde os implantes não estavam indicados e, mesmo nestes,
pode-se obter sucesso.
Como os resultados nos últimos 15 anos têm sido tão altos e seguros, alguns
implantodontistas estão adotando um procedimento de total garantia ao paciente:
caso algum dos implantes colocados não osseointegre, aquele implante perdido não
é pago ou, se pago, o valor é devolvido ao paciente. É como um contrato de
risco, que tem dado certo porque a quase totalidade dos implantes dão certo.
Exceções ficam por conta dos pacientes que se encontram no grupo das
contra-indicações, onde o certo seria não implantar ou implantar com
responsabilidade compartilhada.
QUAIS SÃO AS PROVAS CIENTÍFICAS DOS IMPLANTES
?
Universidades sérias no mundo inteiro, como Loma Linda e Harvard nos Estados
Unidos, Gotemburgo na Suécia e Araçatuba no Brasil, desenvolveram estudos e
fazem continuamente pesquisas sobre implantes. Os resultados são publicados em
forma de artigos em revistas científicas no mundo inteiro.
Antes de chegarem aos humanos, os implantes foram e são testados em animais,
principalmente macacos, coelhos e cachorros; analisados e acompanhados no seu
desempenho. Provas são feitas pesquisando implantes com função simulada nestes
animais.
Por estas razões é que deve ser dada preferência a marcas de implantes
conhecidas, pois estas têm bibliografia, ou seja, um conjunto de estudos e
trabalhos publicados com esta determinada marca de implantes.
Os investimentos em pesquisas são altos, com o objetivo de transmitir segurança
e garantia a quem for usar aquele produto. O retorno ocorre através de
comprovações científicas, que vem a dar credibilidade ao implante pesquisado.
Vários são os centros de pesquisas com implantes e algumas diferenças de
critérios também existem, assim como certamente existem diferenças de
comportamento e taxa de sucesso entre um implante ou outro. Porém, as variações
nos resultados são pequenas.
Os bons implantes que se submetem a essas pesquisas têm apresentado resultados
publicados em artigos científicos variando entre 94 e 98 % de sucesso no global
dos casos analisados. Estes números são significativos, se considerarmos que
alguns estudos acompanham 500, 1 000, 2 000 até 5 000 implantes por períodos
entre cinco e 15 anos.
É difícil para um leigo estabelecer qual é o melhor, principalmente quando as
variações percentuais oscilam com diferenças de 1, 2 ou 3% entre um e outro. O
importante é optar por um implante seguro e que tenha boa documentação em
pesquisas.
Do ponto de vista de quem vai usar um implante, fica a tranqüilidade de que a
maioria dos bons implantes oscilam com índices de sucesso acima de 90 %, que é
um percentual significativamente alto em se tratando de uma ciência não exata.
A maior prova é a passiva, de ter presenciado a cirurgia, que na maioria das
vezes é feita com anestesia local, permitindo ao paciente acompanhar todo o
desenrolar da implantação. O próprio ato de colocar o implante, embora indolor,
é perceptível.
Embora no pós-operatório os implantes estejam submersos e não possam ser vistos
ou sentidos, é possível e normal ser feita antes da abertura dos implantes uma
radiografia panorâmica, que além de permitir a visualização dos implantes é
prova documental que eles foram colocados.
Esta dúvida se justifica, visto que se imagina que algo vamos sentir após a
implantação mas, ao contrário, nada se percebe, nada se sente, nenhuma alteração
é constatada, nem na própria boca onde os implantes foram colocados.
Além de afirmação, isto é um depoimento, já que por duas vezes fui paciente de
cirurgias para colocação de três implantes, nada sentindo e tendo na segunda a
sensação de que o implante não tinha sido colocado. Eles estavam lá e continuam
até hoje sem que nada demonstre sua presença.
A primeira e mais simples é perguntando ao implantodontista que o colocou, pois
ele certamente o sabe. Outra é pedir para que ele lhe mostre a embalagem dos
implantes colocados, também como forma de saber quantos foram e que tamanhos
têm.
Depois de colocados, a maneira mais segura é visualizando a radiografia
panorâmica com os implantes colocados ou uma radiografia periapical se foram
apenas um ou dois implantes. Para identificação de marca, a radiografia
periapical é melhor pois apresenta menos distorções. Um implantodontista
observando a radiografia, pelo formato do implante, saberá identificá-lo a menos
que seja uma cópia. Algumas cópias tem pequenas diferenças do original que são
percebidas por quem entende.
Para o leigo, a comparação da radiografia, com algum catálogo que mostre foto ou
desenho do implante ajudará na identificação. Servirá também a ressalva da
dificuldade de determinação exata quando tratar-se de uma cópia.
| Para o cirurgião-dentista, existem equipamentos que dão segurança de esterilização, tais como a estufa e os autoclaves. Clínicas destinadas à Implantodontia, Cirurgia e Periodontia têm área própria para esterilização. |
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Instrumentais esterilizados são normalmente colocados na mesa cirúrgica em
tecidos, chamados pelos cirurgiões de campos cirúrgicos, que também estão
esterilizados, assim como os campos que são colocados sobre o paciente. Estes,
tal qual os gorros, máscaras e aventais usados pela equipe, estão igualmente
esterilizados.
Todos são tocados, quando estão esterilizados, procedendo de forma a não
contaminá-los. Toda peça ou instrumento estéril só é colocada em superfícies
cobertas por campos estéreis. O mesmo acontece com bandejas e caixas com
instrumentos que também vão para estufa e estão também estéreis.
Este procedimento, como um todo, é para não quebrar a cadeia asséptica da sala
cirúrgica. Todos estes cuidados podem ser notados pelo paciente, ainda que
desconheça o assunto.
É importante considerar que todos os candidatos a implantes devem ser submetidos
a exames de sangue, que têm por objetivo detectar alguma anomalia ou alteração.
Tudo que participa da cirurgia (por exemplo: luvas, instrumentos, aventais,
gorros, máscaras e os próprios implantes) é esterilizado previamente, com a
preocupação de proteger o paciente, não somente quanto à AIDS, mas contra
qualquer risco de infecção.
Para se ter certeza que tudo isto é feito dentro de rígidos controles, é
interessante lembrar que todos estes cuidados e precauções são feitos também no
sentido de proteger o profissional que se expõe muito mais, em virtude de
realizar inúmeras cirurgias em vários pacientes.
Outra informação tranquilizadora é que com todos estes cuidados não há relato,
em todo o mundo, de um único caso de paciente que contraiu vírus da AIDS em
cirurgia de colocação de implantes, ou outro procedimento odontológico.
Tantos quantos forem necessários ou tantos quantos forem possíveis se colocar.
Não existe uma regra geral. O que existe são casos e indicações. Para cada caso
há uma solução específica, até porque não existem bocas iguais.
A falta do mesmo dente (um central superior, por exemplo) pode ter sido
originada por diferentes situações. Pode ter sido por trauma com ou sem perda de
osso em função da natureza do golpe, ou por doença periodontal com ou sem perda
óssea, ou ainda com trauma oclusal e abcesso, igualmente com ou sem
comprometimento ósseo. Ou ainda por cárie não tratada adequadamente e
conseqüente tratamento de canal, com abcesso na raiz e com perda ou não de
substância óssea.
Cada caso, cada situação traz como conseqüência um maior ou menor grau de perda
de tecido ósseo, que é exatamente tudo que o implantodontista precisa para
colocar seu implante, maior ou menor, por isso é importante o conhecimento de
cada caso para a correta determinação de quantos implantes colocar.
O ideal seria a colocação de tres implantes e confecção de coroas unitárias em
cada implante colocado na posição de cada dente. Neste tipo de solução, o ideal
é colocar implantes com cabeça hexagonal para que as próteses não se movam
(girem). Se os implantes forem colocados no dia das extrações ou pouco tempo
depois (sem perda óssea), a chance de se conseguir uma boa estética (ficarem
iguais aos dentes naturais) é grande.
Se o fator preço for decisivo, podem ser colocados dois implantes e feita uma
ponte cimentada, apoiada nos dois implantes e um elemento suspenso. Se for
realizada também pouco tempo depois da perda dos dentes a estética também ficará
boa .
A última alternativa, pouco usada e não muito indicada é, no caso de haver um ou
dois dentes preparados (desgastados), contíguos aos espaços onde serão colocados
os implantes, colocar um só implante na posição mediana e apoiar a prótese nos
dentes preparados e no implante. A prótese para este caso pode ser do tipo
provisória ou temporária até que o paciente tenha condições de colocar mais dois
implantes e aí fazer a prótese definitiva com coroas independentes. Para esta
solução também já é importante colocar o primeiro implante hexagonal.
Colocando-se um implante para cada dente, melhoram consideravelmente as
condições para o protesista executar um trabalho excelente, sem limitações de
apoio para próteses, ou seja sem ter que unir por trás os dentes, fazendo com
que seja visível que se trata de uma prótese.
Esta união por trás dos dentes da prótese dificulta a higienização, porque o fio
dental não pode ser passado direto como nos dentes naturais, tendo que ser
introduzido pela ameia (espaço entre os dentes) toda vez que houver uma união.
Nos dentes anteriores, por serem visíveis por inteiro, é impossível disfarçar
essa união, caso não seja colocado um implante para cada dente. Nos dentes
posteriores, depois do canino, já não é tão problemático porque aí esta união
não aparece tanto. Fica só a questão da maior dificuldade de higienização.
Quando é confeccionada uma coroa sobre cada implante, melhora também a estética
das gengivas, principalmente na região das papilas (gengivas entre os dentes) e
também com a vantagem de quase não alterar a fonética, porque os espaços por
onde sai o som são praticamente os mesmos, o que não acontece nas próteses com
dentes unidos.
A vantagem econômica de um implante para cada dente é que no caso de se perder
outro dente é só colocar mais um implante e outra coroa, o que nem sempre
acontece quando as próteses estão unidas em vários dentes.
Para repor só um dente, coloca-se somente um implante. A vantagem deste sistema,
em relação às próteses convencionais, é que com o implante não é necessário
desgastar os dentes vizinhos para cimentar a prótese, nem tratar o canal destes
dentes. É só pôr o implante e a coroa, sem tocar nos dentes vizinhos.
Este tipo de trabalho, com o uso de implantes, deixa aparência mais natural sem
dar a idéia que se trata de uma prótese dental, pelo fato de não haver a união
dos dentes, por trás, para sustentar o pôntico, que corresponde ao dente
perdido.
O procedimento total para colocação de um só implante varia de 30 a 40 minutos,
tempo bastante inferior ao dispendido para fazer o preparo dos dois dentes
adjacentes ao perdido e o tratamento de canal. Igualmente, quanto aos custos,
uma coroa e um implante saem mais barato do que preparo de dois dentes, canal e
confecção de prótese de três elementos.
A outra alternativa para solução deste caso, a ponte móvel, além de na maioria
das vezes ser perceptível, tem de ser retirada para higienização. Ainda existe o
aspecto psicológico: com a língua, pode-se sentir a prótese e lembrar dela. O
implante será igual ao dente em tudo, evitando que se possa lembrar de sua
existência.
Por questões de estabilidade e segurança, o ideal são quatro para mandíbula e
seis para a maxila (onde o osso é mais mole e frágil). Como situação
intermediária é aceita prótese apoiada em três implantes na mandíbula ou quatro
na maxila.
No caso específico da mandíbula, quando houver bastante altura e espessura óssea
que permita colocar implantes de comprimento igual ou maior do que 12 ou 13mm e
diâmetro de 4mm é possível, por razões econômicas, ser solucionado o caso com
dois implantes.
As próteses para estes tipos de casos são chamadas de sobredentaduras (overdentures)
por serem dentaduras que além do apoio mucoso das dentaduras convencionais, são
retidas pelos implantes, que impedem os movimentos antero-posteriores,
indejáveis nas próteses totais.
Estas próteses trazem a seus portadores o retorno à mastigação com bons padrões,
a confiança de falar e rir em público, além de propiciar um contorno facial de
melhor estética e aparência mais jovial, por aumentarem a dimensão vertical das
próteses, permitindo um melhor posicionamento de lábio e bochechas, eliminando
inclusive rugas conseqüentes ao uso de próteses pequenas.
Antes é preciso saber que tipo de prótese é pretendida, além de quantidade e
qualidade óssea. Havendo osso suficiente e se o objetivo for prótese fixa,
existem duas alternativas: com coroas unitárias, são necessários 24 implantes
(12 na mandíbula e 12 na maxila) ou 14 (oito na maxila e seis na mandíbula) se a
prótese for fixa com dentes unidos. Como é relativamente difícil a pessoa perder
todos os dentes e ter leito ósseo para por todos os implantes para coroas
unitárias, o mais comum são próteses fixas, até o primeiro molar.
Outra alternativa, a mais econômica, para próteses de boca toda, é a colocação
de seis implantes (quatro na maxila e dois na mandíbula) e a confecção de
sobredentaduras. Como se trata de prótese mais simples seu custo é menor e em
função da menor quantidade de implantes seu valor total é bem mais em conta.
À medida que é aumentado o número de implantes, melhora a condição de suporte
para próteses mais complexas. Isto, além do fator econômico, está ligado à
condição óssea. Trabalhos maiores exigem não só mais implantes, como também
implantes de maior comprimento e diâmetro cujas disponibilidades e
possibilidades variam de caso a caso.
| Dependerá dos objetivos a que se destinam e ao tipo de prótese que será colocada. Se forem quatro implantes para partes diferentes da boca e que não serão ligados entre si pelas próteses, em principio é possível. Por exemplo: dois implantes para uma prótese fixa de três elementos na mandíbula e dois implantes para próteses independentes na maxila. |
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Outro fator que deve ser considerado é onde e como está o tecido ósseo da região
a ser implantada e como estará este depois. Isto se justifica porque em algumas
regiões da boca, de acordo com o tipo de prótese que está sendo utilizada, o
osso se reabsorve (todo órgão que não funciona, vai atrofiando), e neste caso a
não colocação imediata dos implantes (que, por serem colocados em função,
interrompem o processo de reabsorção) pode inviabilizar a colocação em futuro de
médio prazo.
Uma opção, para o caso de ser econômico o motivo do adiamento da colocação dos
dois implantes restantes, é a possibilidade de colocação dos quatro implantes
agora, confecção de próteses provisórias (bem mais baratas) depois dos três a
quatro meses da osseointegração e programação das próteses definitivas para
depois de um ano ou mais se necessário. Se forem implantes, as próteses
provisórias podem ser trocadas, caso o período de sua utilização seja muito
longo.
O maior prejuízo com a não colocação imediata dos implantes, e que poderá
dificultar ou impedir sua colocação futura, é a progressiva perda óssea que
ocorre na maioria das pessoas que perdem os dentes. Esta reabsorção óssea é
biológica e irreversível, além de ter caráter contínuo e progressivo. Dependendo
da faixa etária em que a perda dos dentes acontecem, ela poderá ser em menor ou
maior grau.
Somente um cirurgião-dentista com bons conhecimentos de Implantodontia, depois
de exames, que incluem a tomada de radiografia panorâmica e mensuração óssea;
poderá opinar com segurança sobre a possibilidade de postergar o tratamento sem
prejuízo em sua qualidade.
O que pode acontecer em alguns dos casos a serem estudados é que, com o decorrer
do tempo, não é possível a colocação da quantidade e comprimento dos implantes
inicialmente previstos, mudando parcialmente o plano de tratamento planejado na
melhor fase para colocação dos implantes, que é logo após a realização das
extrações dentárias. Se isto por um lado não inviabiliza o tratamento, por outro
permite a realização de um tipo de prótese compatível com a época que for
realizada.
Somente um implantodontista ou cirurgião-dentista com reconhecidos conhecimentos
na especialidade, principalmente porque o importante não é simplesmente se podem
ser colocados implantes e sim quantos, de que tamanho, onde e com que tipo de
prótese serão complementados.
Outro motivo de se buscar informação segura já na primeira consulta (podem até
ser três ou mais profissionais, em função da complexidade do caso) é evitar um
grande número de opiniões divergentes de pessoas sem real domínio do tema,
gerando confusão e divergências quanto às reais possibilidades de tratamento.
Protesistas que se dedicam a confecção de próteses sobre implantes têm boas
visões acerca de alternativas de tratamento, possibilidades de utilização deste
ou daquele tipo de prótese que serão confirmadas depois dos estudos de
viabilidade de colocação dos implantes necessários.
O que deve ser tomado com reservas é a opinião de outros pacientes a cerca das
possibilidades de colocação de implantes. Pacientes já implantados são ótimos
como motivação e como depoimento quanto à efetividade do tratamento. Como
ciência, a colocação de implantes deve ser tratada com implantodontistas.
O osso analisado de uma maneira mais didática para o leigo tem duas partes
distintas: cortical ( parte externa) e trabeculada (parte interna). A parte
cortical pode ser espessa ou compacta e a trabecular pode ser densa ou de baixa
densidade. Na variação das quatro possibilidades e suas combinações é que se
pode determinar se o osso de um paciente ou de parte da região do mesmo é de boa
ou pior qualidade, com vistas a colocação de implantes.
Ainda de forma leiga (dividindo em a, b, c e d) as grandes alternativas quanto a
qualidade óssea são: a) a maior parte do osso é constituída por osso cortical
compacto; b) camada espessa de osso compacto cortical envolvendo osso trabecular
denso; c) maior parte composta de osso trabecular denso com pequena espessura de
osso cortical envolvendo; d) pouca espessura de osso cortical rodeando a maior
parte de osso trabecular de baixa densidade.
Considerando ainda o grau de reabsorção (perda) óssea, que seria o aspecto
quantitativo (o visto anteriormente foi o qualitativo), pode se determinar com
maior exatidão se um osso é melhor ou pior para implantação, o que será
confirmado na hora da preparação do leito ósseo para colocação dos implantes.
Não se desespere! Pode não ter osso, mas tem solução. Primeiramente é importante
saber se quem afirmou que você não tem osso, tinha condições de fazê-lo e usou
dos recursos adequados. A simples visualização de uma radiografia panorâmica não
é por si só meio seguro de avaliação. Nos casos mais complexos (menos osso) são
usados outros recursos tais como planimetria, tomografia computadorizada e
densitometria óssea, com o objetivo de ter mais precisão para afirmação
categórica sobre o remanescente ósseo.
Se ficar constatada a inexistência de osso para colocação de implante, existem
alguns recursos simples como o uso de hidroxiapatitas (que, em linguagem leiga,
seria osso sintético), osso retirado do próprio osso da cavidade oral na
preparação de lojas ósseas para outros implantes, osso animal (bovino) e o uso
de membranas (barreiras) para a regeneração tecidual guiada que são formas de,
impedindo a penetração da gengiva, permitir que se forme osso onde existia o
defeito ósseo.
Caso nenhuma destas alternativas resolva, restam ainda os transplantes de osso
de outras regiões do corpo (os mais comuns são crista do ilíaco, calota craniana
e mento), sem contar com outras alternativas que estão sendo pesquisadas e que
passarão a ser utilizadas, assim que comprovadas.
As contra-indicações podem ser divididas em locais ou gerais. As locais estão
relacionadas à boca e a região a ser implantada e as gerais dizem respeito ao
todo do paciente com vistas à cirurgia.
Quanto às locais, as mais importantes são: atrofia óssea da região a ser
implantada, rebordo ósseo em lamina de faca (fino), proximidade de acidentes
anatômicos (canal mandibular, seios maxilares e fossas nasais), alterações
ósseas (osteoporose, por exemplo) e outras específicas que devem ser objeto de
análise pelo implantodontista.
Quanto às gerais, devem ser motivo de atenção do profissional e consulta ao
médico do candidato a implantes, se este julgar necessário. As que devem ser
avaliadas: doenças cardíacas, vasculares, sangüíneas, renais, reumatóides e
metabólicas. Merecem análise: osteoporose, diabetes, alcoolismo, tabagismo
acentuado e desequilíbrios psicológicos.
Existem também contra-indicações ditas temporárias, que inviabilizam as
implantações por um determinado tempo. As mais comuns são infecções sistêmicas
nas vias aéreas superiores, gravidez, debilidades passageiras e pacientes com
pobre higiene oral, que precisam antes de submeter-se a implantes, ser
orientados e motivados.
Como os resultados dos implantes têm um sucesso percentual elevado, o
implantodontista deve estar atento às questões acima, e o paciente é responsável
por relatar anormalidades que podem influir negativamente no resultado.
Lembre-se de que, a partir de sua avaliação, o cirurgião-dentista pode decidir o
momento mais oportuno para a implantação.
É imprescindível que o implantodontista, antes de colocar implantes, faça uma
correta avaliação se é possível sua colocação, onde a pode fazer, que tipo e
medidas de implantes pode colocar. Um dos principais elementos para esta
avaliação são as radiografias, que podem ser panorâmicas (as mais usadas),
oclusais e periapicais.
Através das radiografias, feitas por outro especialista da Odontologia, o
radiologista, por contrastes de regiões radiopacas e radiolúcidas, pode o
implantodontista avaliar as dimensões do tecido ósseo, seus contornos,
proximidade dos acidentes anatômicos importantes, qualidade do tecido ósseo e o
prognóstico dos dentes adjacentes às regiões onde se pretendem colocar
implantes. Também auxiliam o implantodontista durante a cirurgia como guia de
direção e posição para os implantes.
Depois do período de osseointegração, são solicitadas novas radiografias que
servirão para avaliar o estado do osso ao redor dos implantes, sua exata
localização (para abertura dos implantes), funcionando como controle clínico com
vistas ao início da etapa seguinte que é a confecção de próteses sobre
implantes.
As radiografias são meio importante de comunicação entre profissionais, tanto no
encaminhamento de candidatos a implantes aos especialistas, bem como destes aos
protesistas, que irão concluir o caso.
Dois exames importantes são realizados pelo próprio profissional: o exame
físico, com atenção especial à cavidade bucal e a anamnese (conjunto de
perguntas e informações sobre estado geral do paciente, presente e passado).
A partir destes exames podem ser solicitados exames laboratorais específicos ou
de rotina. Específicos são para confirmação de alguma patologia e os de rotina,
que são solicitados em qualquer intervenção independente de seu grau: exames de
sangue HT (hematócrito), HB ( hemoglobina) TTP (atividade de prototrombina e
plaquetas). Aos candidatos acima de 50 anos, é boa recomendação, além dos exames
acima, que sejam feitos raios-x do tórax e eletrocardiografia.
Em função dos resultados, outros exames podem ser eventualmente solicitados,
como por exemplo uma glicemia simples de jejum, para caso de suspeita de
diabetes. Todos os exames realizados antes da implantação objetivam uma dupla
segurança: do paciente e do profissional. Ambos desejam o sucesso das
implantações e, para ambos, é importante cercar-se de garantias e seguranças
para o correto procedimento. O valor gasto e o tempo despendido nesta etapa são
a garantia de que tudo está sendo feito com a devida seriedade.
A primeira é a preparação psicológica, que envolve desejo e determinação para
que os implantes dêem certo e que você possa usufruir deles da maneira que
espera. As segunda é seguir corretamente as orientações da equipe odontológica
em relação à implantação.
De acordo com o caso e por decisão e orientação expressa do implantodontista,
podem ser prescritos um benzodiazepino, para controlar a ansiedade e a
apreensão; um corticosteróide para prevenir a ação antiálgica e formação de
edema, e uma penicilina ou clindamicina como auxiliar na prevenção das
perimplantites infecciosas. Estas indicações variam de paciente para paciente e
têm por objetivo deixá-lo melhor preparado para o sucesso dos implantes.
Recomendações óbvias, mas oportunas de serem lembradas poderiam ser: repouso
adequado na noite anterior, alimentação apropriada (consultar o profissional),
evitar situações extras, como viagens imediatamente antes ou após as
implantações, e programar atividades brandas para os dias que sucedem à
cirurgia. Boa medida é se provisionar de boa leitura ou programação de vídeo
para o dia da cirurgia. Programar os horários de forma que, tudo seja feito sem
atropelos e a chegada na clínica sem atrasos ou afobações.
| Não, e este é o depoimento de um paciente de duas cirurgias de implantes e que chegou até elas por nunca ter gostado muito de submeter-se a tratamentos dentários sente-se sinais de realização da cirurgia, mas dor que leve a sofrimento não. Talvez existam pessoas mais sensíveis a implantações e outras nem tanto. Certo é que existem cirurgias maiores (quatro a cinco implantes ou mais) e cirurgias menores (de um a três implantes) e que nestas a sensação de dor é menor do que naquelas. |
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Para cirurgias maiores ou pessoas com maior sensibilidade o implantodontista
poderá prescrever algum analgésico tipo dipirona ou paracetamol, em caso de dor
pós-operatória residual após a cessassão dos efeitos da anestesia local.
Dado que os candidatos a implantes devem ter em mente, quando pensarem em
implante é que o tecido ósseo não contém, nesta região a ser implantada,
inervações sensitivas, motivo pelo qual além de não sentir a preparação da loja
óssea onde serão colocados os implantes, não existe possibilidade de dor nesse
tecido. O pouco de sensibilidade que ocorre é relativa ao tecido mole (gengiva),
onde existem ramificações e é por isso que são previamente anestesiadas
localmente.
Com exceção de um reduzido grupo de pacientes que tem hematomas, inclusive por
uma pressão um pouco maior ao toque, para a maioria, quase totalidade dos
pacientes que se submetem a implantações normais, não ocorrem hematomas após a
cirurgia.
Os hematomas podem ocorrer dependendo do trauma causado aos tecidos e em função
de uma maior ou menor predisposição destes, fator que varia de pessoa para
pessoa. As cirurgias de colocação de implantes são pouco traumáticas, já que não
se pode falar atraumática, visto que toda cirurgia promove algum tipo de trauma.
Comparada à maioria das cirurgias de outras partes do corpo, o trauma por ela
provocado é mínimo. Por isso o não surgimento de hematomas, que sempre temos
associado à idéia de pancada forte ou torção.
É importante também saber que um dos requisitos para o sucesso dos implantes e
sua osseointegração é justamente o mínimo trauma ao tecido ósseo, de forma que
este reaja com reparação e não cicatrização, que era exatamente o que acontecia
com os implantes antigamente e que não acontece hoje com esta nova fase
conhecida como implantes osseointegráveis.
O inchaço (edema) pode ser prevenido ou controlado. Ele pode ocorrer em função
da abordagem cirúrgica do periósteo (tecido mole em contato direto com o osso),
que é ricamente vascularizado. Esta resposta é individual e varia de paciente
para paciente.
Esta região se constitui no principal sítio da resposta inflamatória. As células
da região migram para o foco e aí passam a produzir substâncias, como resposta
do organismo. Este, em linhas gerais, e termos leigos é o mecanismo do edema
(inchaço).
O edema pode ser combatido através da administração de medicamentos. Uns fazem
antes do ato cirúrgico (independentemente de saber se o paciente terá inchaço em
maior ou menor grau), que é o método preventivo. Outros o fazem depois do ato
cirúrgico (depois de constatado o edema), que é o método de controle. Os que
medicam antes argumentam que sua ação inicia antes, já como um preparatório
preventivo e os que ministram depois justificam ser desnecessária a medicação
para aqueles que não produzem o edema. Ambos tem suas razões. O importante é que
o inchaço em cirurgias de implantes é pequeno e controlável, o que é exatamente
a preocupação do paciente.
Todas as intervenções na cavidade oral são feitas com instrumental e material
esterilizado. Em Implantodontia o cuidado é naturalmente maior, dobrado ou
triplicado, porque na colocação do implante há a situação invasiva, de abrir o
tecido e colocar alguma coisa.
Esta é uma das razões do valor um pouco mais elevado da cirurgia de implantes em
relação ao valor de outras intervenções. Tudo tem que ser autoclavado ou
esterilizado na estufa, ainda que seja para a colocação de um único implante.
A preocupação com a infecção existe, porque é uma das principais causas de
insucesso dos implantes. Ela acontece com a presença de bactérias, pois estas
podem causar destruição dos tecidos ao redor do implante e reabsorção óssea.
Nestes casos, está indicado o uso de antimicrobianos que são eficazes nos sítios
de implantes. Existem vários medicamentos específicos, praticamente um para cada
situação que o cirurgião-dentista elegerá, se for o caso.
O que realmente funciona, e é o ponto alto no sucesso dos implantes, é o cuidado
no preparatório, não só com o próprio paciente como com o controle da placa
bacteriana, visto tratar-se de uma cirurgia eletiva que é programada com
antecedência, sem a característica da emergência, comum em muitas cirurgias.
De acordo a extensão da cirurgia, o cirurgião-dentista poderá propor uma dieta
progressiva. Normalmente, esta envolve alimentação líquida fria (sucos,
vitaminas e sorvetes batidos com leite no liquidificador) no primeiro dia. O
detalhe do frio tem objetivo similar à aplicação de gelo (crioterapia) ou seja a
prevenção do edema (inchaço). Para o segundo dia, a alimentação provavelmente
continuará líquida, podendo passar a pastosa (sopas, mingaus) com a diferença de
ser morna. A partir daí, a alimentação irá se regularizar dentro da primeira
semana.
Na medida da normalização da alimentação, deve haver o cuidado com a região da
cirurgia, onde estão os pontos, para que alimentos sólidos não sejam triturados
nesta região. Isto poderia acarretar o rompimento dos pontos ou deiscência
(retração) da gengiva. É importante que isto seja observado, porque na primeira
semana (às vezes na segunda também, de acordo com a extensão da cirurgia), será
aconselhada a não utlização da prótese para mastigação. Se preciso, deve-se
usá-la apenas por necessidade social ao aparecer em publico.
Este pequeno cuidado, que quase não interfere na rotina, é muito importante para
o sucesso dos implantes, que se desenha já nos primeiros dias após sua
colocação.
Pode, mas não deve. Algumas vezes são colocadas próteses provisórias logo após a
cirurgia. Em outros casos, em função da extensão maior da cirurgia, a provisória
é colocada somente após sete a 15 dias, como medida de precaução. Em qualquer
das hipóteses, o ideal é não forçar a mastigação na região sobre os implantes
nas duas primeiras semanas após a implantação.
O motivo para não mastigar é não interferir na tênue união entre osso e implante
que existe nas primeiras semanas. Tal qual um braço quebrado, que se engessa
para imobilização, os implantes também devem permanecer imobilizados e em
repouso no período da osseointegração.
Se houver mastigação sobre os implantes, algum alimento mais consistente ou mais
duro ou a própria prótese provisória que está sendo usada pode pressionar o
implante e movimentá-lo, o que é altamente negativo para sua consolidação.
Normalmente, a maioria das pessoas que vai colocar implantes já ficou um bom
período sem alguns dentes, portanto algumas semanas a mais não são grande
diferença (para o paciente), mas fazem grande diferença para a osseointegração
(sucesso dos implantes).
Assim como um braço ou perna quebrados, o osso que recebe um implante precisa de
um período de imobilização e repouso para se consolidar. Este período recebe o
nome de osseointegração e nele reside a base da mudança dos implantes
convencionais para os osseointegráveis.
Os implantes convencionais (justaósseos, agulhados, laminados etc.) recebiam a
prótese logo após a sua colocação e, em função disso, formava-se ao seu redor um
tecido diferenciado, fibroso, daí saindo o termo fibrointegrados. Nessas
circunstâncias, os implantes ficavam envoltos como que por uma cápsula.
A partir do surgimento dos implantes osseointegrados, o que se busca é um
contato direto entre o implante e o osso, sem interposição de tecidos, numa
união íntima. Por este motivo, passou-se a usar o titânio, iniciou-se a
preocupação de não provocar trauma térmico no osso, começou-se a deixar o
implante sepulto (com a gengiva fechada) e principalmente a aguardar-se o
período de repouso.
É em função destes cuidados (e de alguns outros não tão importantes) que ocorre
a tão desejada osseointegração e por isso deve-se esperar para a colocação da
prótese definitiva. Durante este período, o paciente usará uma prótese
provisória que, em alguns casos, poderá ser a própria prótese que ele já usava.
Alguns autores e técnicas são categóricos em diferenciar tempos de espera para
que ocorra a osseointegração. Outros, e mais modernamente segue-se o bom senso,
a partir de um prazo mínimo tanto para maxila como para a mandíbula.
Bränemark e os pioneiros dos implantes osseointegrados falavam de seis meses de
espera, tanto na mandíbula quanto na maxila. Kirsch e os seguidores dos
implantes cilíndricos mencionavam seis meses para maxila e três meses para
mandíbula. Jaef e os favoráveis a implantes cilíndricos com rosca aguardam três
meses tanto na maxila quanto na mandíbula.
Atualmente, há uma tendência para se aguardar três meses como mínimo em quase
todas as técnicas. Algumas falam em quatro meses para a maxila (onde o osso é
mais esponjoso), ou para casos onde ocorreram cirurgias mais extensas ou
colocação de implantes sem osso circundando todas as suas paredes.
Casos mais raros, que envolvem cirurgias mais complexas (levantamento de seio
maxilar ou lateralização do dentário inferior), que por não serem tão comuns e
por isso não tratadas aqui, precisam de tempo de espera maior (em torno de seis
a oito meses).
Definitivamente não. Durante o período da osseointegração, em todos os casos e
para todos os pacientes, são confeccionadas próteses que se parecem com as
definitivas, mas são provisórias, de forma que em hipótese alguma o paciente que
recebeu implantes ficará sem dentes até os implantes se osseointegrarem.
A alguns clientes especiais (os que usavam prótese total por exemplo) é
solicitado e orientado para que fiquem os primeiros dias sem a sua prótese,
principalmente para mastigar ou que a usem apenas para falar. Para outros é
feito um alívio (desgaste na prótese, por dentro, exatamente na região onde
foram colocados os implantes) justamente para que esta prótese provisória não
pressione a região dos implantes ou os próprios implantes.
Para outros, de acordo com o caso e com o tipo de prótese que usam, é possível
que a própria prótese que usam sirva de provisória. Neste caso, são feitos os
alívios adequados para proteger os implantes. Outras vezes, dentes que serão
extraídos depois da colocação dos implantes por estarem com muita mobilidade,
são mantidos na boca durante o período da osseointegração com o único objetivo
da ajudarem na sustentação da prótese provisória. Para a colocação de prótese
definitiva, são então extraídos.
Sim, desde que tenha dentes adjacentes (ao lado da região onde foram colocados
os implantes), em condição de apoiar e suportar uma prótese provisória.
Existindo estes dentes e mesmo que você não use uma prótese provisória, os
dentistas tem dentes, que eles chamam de dentes de estoque, para confecção
rápida de um provisório, que algumas vezes são confeccionados antes das
cirurgias, outras depois de alguns dias, em função da extensão da própria
cirurgia.
A questão de ter pilares de apoio para a prótese provisória refere-se ao fato de
ter de manter a região onde foram colocados os implantes sem chances de sofrer
pressão da mastigação. Em havendo estes dentes para funcionar como apoio em
regiões não muito extensas, é até aconselhável e indicado o uso de prótese
provisória para melhor proteger os implantes. Não havendo dentes para apoio e se
o paciente fizer questão de prótese, podem ser colocados implantes temporários
para suportar uma prótese provisória.
Em qualquer situação, caberá sempre ao cirurgião-dentista que colocou os
implantes a decisão pelo uso de prótese provisória ou aproveitamento da que o
paciente usava, visto ser ele quem conhece a situação e condição em que estão os
implantes submersos nas gengivas.
Dependerá exclusivamente do tipo de prótese que vinha sendo usada e do tipo de
prótese que está sendo planejada para depois da colocação dos implantes.
Por exemplo, se a prótese que vem sendo usada é uma prótese completa
(dentadura), feita dentro de princípios corretos de oclusão e em boas condições
funcionais e se os implantes colocados foram dois, e dependendo da posição que
ficaram em função do osso disponível, é possível que possa ser aproveitada a
mesma prótese, anexando-se a ela os encaixes que irão fixá-la aos implantes.
Se o paciente se adapta bem à prótese que usa, qualquer que seja o seu tipo, e o
que lhe incomoda é a falta de estabilidade, o cirurgião-dentista e o protético
poderão usar a antiga como modelo para confecção da nova, o mais semelhante
possível, só que agora com estabilidade.
De acordo com o caso, poderá o cirurgião-dentista decidir pelo aproveitamento da
prótese atual e usá-la apoiada nos implantes como uma prótese intermediária, por
um período de um a dois anos. Este procedimento acontece algumas vezes por
medida de economia.
A utilização de parafusos para fixação de próteses é um dos conceitos novos
introduzidos com os implantes osseointegrados.
Os encaixes usados até então eram do tipo presilha, grampos ou as próteses
cimentadas definitivamente. Por um lado, as próteses não tinham muita
estabilidade e, por outro, não tinham como ser removidas para a avaliação, em
vista da cimentação.
Com o advento dos parafusos, as próteses odontológicas passaram a contar com
alguns recursos novos, como principal a vantagem de se poder remover as próteses
de tempos em tempos ou quando necessário, para se proceder a uma avaliação de
comportamento da gengiva e do próprio osso que circunda os implantes.
Essa remoção das próteses parafusadas, através da retirada dos parafusos, pode
ser feita também para avaliar melhor a higienização do paciente e para limpeza
da própria prótese. Alem dos parafusos de fixação, na Implantodontia moderna,
também os munhões (abutments) são parafusados, fazendo com que, em caso de
necessidade de remoção de próteses cimentadas, não se percam os pilares, que
dependendo da necessidade podem ser refeitos para confecção de outra prótese.
É uma denominação não muito adequada para a sobredentadura, que aos ouvidos do
leigo também não é muito adequada.
Na verdade o que é implantado são somente os implantes. A dentadura tem, numa
barra que é fixada sobre os implantes, a sua retenção.
A expressão ganhou alguma divulgação porque dá uma idéia de que é fixada a
partir dos implantes, sem a mobilidade que caracteriza muitas dentaduras,
especialmente em mandíbula. Algumas vezes expressões, populares traduzem melhor
para o leigo o que é uma determinada coisa do que a denominação científica. Este
é um caso típico, porque sobredentadura dá a idéia que algo fica em cima da
dentadura, quando na verdade o que irá retê-la (implantes e barra) ficam
embaixo.
Desde que não induza à idéias erradas e não denote vantagens inexistentes, a
linguagem popular ajuda no entendimento.
A denominação mais correta correta para a expressão seria prótese total
implanto-retida e muco-suportada, que é muito complicada.
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A pergunta transmite inicialmente uma idéia de angustia pelo uso contrariado de
uma prótese a que o paciente não se adapta, não suporta ou não lhe agrade a
estética. Normalmente estas questões são levantadas por usuários de próteses
removíveis parciais ou totais. Para estas situações a resposta é sim. A partir da colocação dos implantes, serão confeccionadas novas próteses, as quais poderão ser fixas ou encaixadas nos implantes, que certamente eliminarão a insegurança de próteses com muita mobilidade. |
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Se o que se questiona é se a prótese poderá ser retirada após colocados os implantes e confeccionada uma nova, a resposta é: depende. Caso a opção seja prótese fixa parafusada aos implantes, o cirurgião-dentista poderá removê-la quando necessário. Na hipótese de a opção escolhida ser prótese fixa cimentada, o paciente não poderá tirá-la, apenas o cirurgião-dentista e com auxílio de instrumentos próprios. Em outra hipótese, de uma sobre-dentadura, o próprio paciente fará sua remoção (simples e rápida) para sua adequada higiene. Neste caso, o fato de tirá-la dos encaixes leva a um novo conceito nas próteses: prótese fixa removível.
Existem duas possibilidades para as próteses se soltarem: caso elas sejam
apoiadas sobre a mucosa (dentaduras) e esta por reabsorção do osso não mais
fixá-las adequadamente, ou caso sejam fixadas a dentes desgastados ou núcleos
colocados dentro do canal e quando a cimentação é provisória ou os pontos de
apoio não são mais suficientes para sustentar toda a prótese.
Entre as soluções convencionais para o primeiro caso, está a confecção de uma
nova dentadura a cada vez que o osso for sendo reabsorvido e, para a segunda
hipótese, continuar cimentando toda vez que a prótese soltar.
A partir dos implantes, existem possibilidades concretas de solucionar o
problema das próteses que soltam. A razão pela qual os implantes resolvem é que,
após sua osseointegração, eles passam a funcionar como pilares, ou pilares
adicionais para estabilidade das próteses. Se o problema da instabilidade é a
falta de apoio com conseqüente sobrecarga para os poucos ou frágeis pontos de
apoio, a adição de implantes para esta função é a solução.
No caso da prótese utilizada ser uma prótese total (dentadura completa), a
colocação de seis a oito implantes em cada maxila, dependendo do comprimento
destes implantes, permite a colocação de uma prótese fixa que pode ser
parafusada, de encaixes ou cimentada.
Se só for possível a colocação de dois a quatro implantes por maxilar (por
fatores de ordem econômica ou disponibilidade óssea), a alternativa é a
colocação de uma barra ou bolas e confecção de uma prótese de encaixe.
Existe uma alternativa intermediária, que é a colocação de quatro ou cinco
implantes (seis se for no maxilar superior) e confecção de uma prótese removível
posterior, que, de acordo com o comprimento dos implantes e vontade do
cirurgião-dentista e do paciente, poderá ou não ter encaixes nas partes mais
extremas da prótese fixa anterior para melhorar a estabilidade da prótese
removível posterior.
O fato de usar implantes não muda as exigências de higienização bucal. Ou
melhor, muda sim. Usar implantes faz com que haja necessidade de duas vezes mais
higienização: uma para não perder outros dentes e ter que colocar mais implantes
(pagando por isto, sendo que os dentes lhe foram cortesia do Criador) e outra
para manter em boas condições os implantes de forma a que eles não afrouxem e
caiam.
Todo o segredo da manutenção, quer de dentes naturais, quer de dentes colocados
sobre implantes, está na correta higienização de ambos. Por quê? Porque se não
adequadamente limpos, os resíduos alimentares que ficam entre eles e embaixo dos
bordos das gengivas, através da ação de bactérias que todos nós temos na boca,
formam a placa bacteriana. Esta se não for removida em tempo certo (quatro vezes
ao dia), gera o cálculo dental e infecções das gengivas, que são o início do
comprometimento dos tecidos (ósseo e gengival) que circundam o implante,
iniciando-se assim a perimplantite, que é o nome dado às inflamações (quase
imperceptíveis) ao redor dos implantes.
O implantodontista irá apresentar um programa de higiene oral com todo
detalhamento. Caso isso não seja feito, solicite. Se você não entender algo,
pergunte, porque é muito importante e disto depende o sucesso do seu tratamento.
Todos os dias, quatro vezes ao dia: após o café da manha, após o almoço, após o
jantar e antes de deitar. O hábito da escovação nestes quatro momentos do dia é
a garantia de dentes e gengivas fortes e saudáveis.
Além do uso da escova dental, seu cirurgião-dentista lhe apresentará outros
recursos de higiene oral que, de acordo com o caso, estarão indicados. Procure
revelar a ele com exatidão e honestidade seus reais hábitos de higienização para
que ele, com maiores conhecimentos, possa elaborar um adequado e programa de
higiene oral.
A maioria de nós é um pouco resistente à higiene bucal. Temos que ser duros com
nós mesmos. Temos de lembrar que cuidados pessoais, como o uso de papel
higiênico, do desodorante, da escova de cabelos, além de fazer a barba, o uso do
absorvente, dentre outros; são imprescindíveis.
Precisamos nos concientizar que, sem dentes, não conseguimos viver e nem
aparecer entre amigos, pela vergonha de tê-los perdido. Temos de encarar a
higiene oral como única forma de manter os dentes e tê-los em bom estado e
aparência. Devemos submeter ao nosso cirurgão-dentista controle desta
higienização, mensalmente no primeiro ano e semestralmente nos anos seguintes.
Sim e são muitos, específicos para cada situação. Estes dispositivos têm por
objetivo colaborar na limpeza das próteses sobre implantes em regiões ou áreas
onde a escova tem difícil acesso. São eles: o fio ou fita dental, o superfloss
(que é um tipo de fio dental específico), as escovas unitufo e interdentais (que
são igualmente específicas) e alguns líquidos que deixarão sua boca mais
agradável e sadia. Como coadjuvantes e auxiliares estão também os jatos d’água
pulsantes e as escovas elétricas.
O fio e a fita dental atuam embaixo das gengivas, em áreas de difícil acesso
para as escovas. O tipo superfloss, por ser mais volumoso em uma determinada
parte é usado em casos específicos, indicados pelo cirurgião-dentista. As
escovas unitufo e interdentais são destinadas aos espaços entre os dentes, que
não são área onde há boa atuação das escovas convencionais. Recursos como os
enxaguatórios bucais são complementos como também os jatos d’água pulsantes e
escovas elétricas.
Cada caso terá sua própria indicação e orientação, porque cada paciente tem um
grau de risco (que seu cirurgião-dentista irá determinar por seu histórico), que
irá requerer uma higiene oral específica.
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Nos implantes e nos dentes da prótese colocada sobre os implantes, não. Mas o
cuidado tem que continuar, inclusive para não perder os dentes vizinhos aos
implantes. Especificamente quanto aos implantes, esta (a não possibilidade de serem acometidos por caries) é uma de suas grandes vantagens. Isto por que a placa bacteriana e as cáries são as grandes responsáveis pela perda dos dentes. Não tendo uma delas, já diminuem muito os problemas. |
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